Em NY, Bolsas sobem com dado de emprego nos EUA

Setor privado do país criou 206 mil empregos em novembro, muito mais do que as 130 mil vagas esperadas por analistas

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

30 de novembro de 2011 | 20h35

Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam em forte alta, impulsionados por dados sobre o mercado de trabalho norte-americano, por uma ação coordenada dos bancos centrais para baratear a tomada de empréstimos em dólares por instituições financeiras e pela decisão do Banco do Povo da China (PBOC, na sigla em inglês) de reduzir a taxa de depósito compulsório, deixando mais dinheiro disponível para o crédito no país.

O Dow Jones subiu 490,05 pontos, ou 4,24%, para 12.045,68 pontos, registrando seu maior ganho numa única sessão desde março de 2009 e a melhor sequência de três dias desde novembro de 2008. Entre segunda-feira e hoje, o índice subiu 813,90 pontos, ou 7,25%. No mês, o Dow Jones acumulou alta de 0,76%.

O Nasdaq subiu 104,83 pontos, ou 4,17%, para 2.620,34 pontos, mas acumulou queda de 2,38% em novembro. O S&P 500 teve ganho de 51,77 pontos, ou 4,33%, e fechou a 1.246,96 pontos, com declínio de 0,50% no mês.

Para Charlie Smith, executivo-chefe de investimentos do Fort Pitt Capital Group, "muitas pessoas querem ver isso como o momento da virada, mas tivemos uma dúzia desses momentos nos últimos seis meses e a história continuou a mesma". "Diante dos rumores de que alguns bancos estariam com dificuldade para obter financiamento nos últimos dias, os bancos centrais decidiram apagar o fogo no curto prazo. Eles estão comprando tempo", acrescentou.

Pela manhã, o PBOC anunciou que pretende cortar a taxa de compulsório em 0,5 ponto porcentual a partir de 5 de dezembro, medida que aumenta a quantidade de dinheiro que os bancos podem emprestar para as empresas e consumidores e em tese pode incentivar o crescimento da economia do país.

Posteriormente, os principais bancos centrais do mundo anunciaram uma redução de 0,5 ponto porcentual na taxa do swap em dólar, o que deve reduzir o custo de financiamento na moeda norte-americana entre os bancos.

Segundo Seth Setrakian, codiretor de negócios da First New York Securities, a medida não aborda os problemas fundamentais relacionados à crise da dívida europeia, mas demonstra "senso de urgência" a respeito da necessidade de solucionar questões ligadas ao sistema financeiro global. "O FED e os outros bancos centrais viram uma situação muito assustadora se formando. Eles esperam que isso abafe o pânico."

Por último, nos EUA, a ADP/Macroeconomic Advisers divulgou que o setor privado do país criou 206 mil empregos em novembro, muito mais do que as 130 mil vagas esperadas por analistas.

Entre os destaques da sessão, as ações do Morgan Stanley subiram 11%, enquanto as do Citigroup avançaram 8,9% e as do Bank of America tiveram alta de 7,3%. As informações são da Dow Jones.

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