Em semana de agenda cheia, dólar acentua queda ante o real

Cotação da moeda norte-ameriana recuou em seis das sete sessões anteriores, acumulando perdas de 3% no mês

FERNANDO TRAVAGLINI, Agência Estado - Texto atualizado às 12h59

24 de fevereiro de 2014 | 11h09

SÃO PAULO - Em semana carregada de eventos e indicadores, o mercado financeiro seguiu com a correção de baixa para o dólar. Entre quarta-feira e sexta-feira serão conhecidos a taxa básica de juros (Selic), o PIB de 2013 e o superávit primário de janeiro, enquanto a perspectiva de rolagem dos contratos de derivativos de câmbio deve ainda trazer volatilidade à moeda.

Às 12h58, o dólar à vista marcava queda de 1,02%, a R$ 2,3320, na mínima do dia até agora.

A correção de baixa do dólar, cuja cotação recuou em seis das sete sessões anteriores, acumulando perdas de 3% no mês, ecoa palavras do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, mas teve como gatilho a definição da meta de superávit primário para 2014 em 1,9% do PIB, além da volta do fluxo positivo de moedas para a País.

O presidente do BC afirmou neste fim de semana que os dólares estão voltando ao País e disse ainda que a avaliação com relação ao Brasil mudou para melhor nas últimas semanas. Essa percepção, de acordo com Tombini, ajuda a diminuir as vulnerabilidades nas contas externas.

No exterior, há sinais mistos no câmbio, em meio a preocupações sobre o crescimento da China e a previsão de que os EUA manterão a política de retirada gradual de estímulos.

Leilão diário. O Banco Central vendeu os 10.500 contratos de swap cambial ofertados nesta segunda-feira, 24, na operação de rolagem de parte dos títulos que vencem em 5/3/2014. O valor total da operação foi de US$ 517,1 milhões. Para o vencimento em 1/10/2014, foram vendidos 1,5 mil contratos, no valor total de US$ 74,3 milhões.

Para o vencimento em 2/1/2015, foram negociados 9 mil contratos, no valor total de US$ 442,8 milhões. O vencimento para 5 de março soma US$ 7,378 bilhões ou 147.560 contratos.

Se mantiver as condições da oferta, a instituição deve fazer operações de rolagem até 25 de fevereiro, data da primeira parte da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

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