Em semana de rebaixamento de rating do Brasil, Bolsa sobe 5,04%

Piora na avaliação da agência de risco S&P e crise da Petrobrás não significaram perdas no mercado brasileiro de ações

Claudia Violante, da Agência Estado,

28 de março de 2014 | 17h57

SÃO PAULO - Na semana em que a economia do Brasil teve sua nota de risco rebaixada pela agência de rating S&P e a Petrobrás mergulhou ainda mais em sua crise de credibilidade, a Bolsa subiu 5,04%. Também nesta semana, a presidente Dilma Rousseff viu sua avaliação positiva cair em pesquisa de opinião. No mês, a Bovespa de 5,68%. Mas, no ano, recua 3,38%. Em 12 meses, a queda é de quase 12%.

O Ibovespa terminou a sessão do dia com variação positiva de 0,24%, aos 49.768,06 pontos, maior patamar desde 15 de janeiro (50.105,37 pontos). O movimento de realização de lucros aguardado para o dia, depois da alta firme de 3,5% na quinta, 27, não aconteceu. Na mínima, registrou 49.606 pontos (-0,08%) e, na máxima, 50.181 pontos (+1,08%).

Profissionais consultados comentaram que a Bovespa abriu de 'ressaca' após o ganho de 3,5% da véspera. Isso seria mais do que justificativa para o índice realizar lucros, mas a abertura firme das bolsas norte-americana frustrou o movimento e o Ibovespa passou o dia quase todo em elevação.

Petrobrás também apagou as perdas intraday e subiu 1,28% na ON, cotada a R$ 15,01, maior patamar desde 15 de janeiro deste ano (R$ 15,12). A PN, por sua vez, aumentou 0,58%, para R$ 15,66, maior nível desde 22 de janeiro de 2014 (R$ 15,84). Vale ON caiu 0,32% e a PNA recuou 0,14%.

Nos EUA, o Dow Jones subiu 0,36%, aos 16.323,06 pontos, o S&P, 0,46%, aos 1.857,62 pontos, e o Nasdaq 0,11%, aos 4.155,76 pontos. Na semana, os índices registraram, respectivamente, +0,12%, -0,48%, e -2,83%. Os papéis avançaram em meio à expectativa de que Europa e China adotem medidas adicionais de estímulos à economia, bem como indicadores norte-americanos favoráveis.

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