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Em semana tumultuada e volátil, bolsas de NY recuam mais de 5%

Entre os investidores, há tanto os que esperam uma recuperação nos mercados nos próximos dias como os que projetam ainda um longo período de baixa

Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2018 | 20h18

Os principais índices das bolsas de Nova York fecharam a sessão desta sexta-feira próximos das máximas intraday. Os ganhos do pregão, no entanto, não apagaram as perdas semanais, superiores a 5%.

O Dow Jones terminou em 24.190,90 pontos, alta diária de 330,44 pontos (+1,38%), mas queda semanal de 1.330,06 pontos (-5,21%). O S&P 500 encerrou em 2.619,55 pontos, avanço de 38,55 pontos (+1,49%) na sessão e recuo de 142,58 pontos (-5,16%) em relação ao dia 2 de fevereiro. Foram as maiores perdas porcentuais em uma só semana para os índices desde janeiro de 2016.

Por sua vez, o Nasdaq finalizou o pregão em 6.874,49 pontos, alta diária de 97,33 pontos (+1,44%) e recuo semanal de 366,46 pontos (-5,06%), a maior baixa porcentual em dois anos.

A sessão foi, mais uma vez, de forte volatilidade. O fraco noticiário econômico deu espaço para que os investidores fizessem as mais diversas apostas. Há tanto os que esperam uma recuperação nos mercados nos próximos dias, como os que projetam ainda um longo período de baixa das ações.

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Aliás, a forte oscilação foi a marca da semana. Deixada de lado nos mercados acionários desde meados de 2015, quando a desvalorização do yuan derreteu as bolsas chinesas, a volatilidade voltou a ser protagonista nas últimas sessões. Muitas vezes, ela é associada ao medo dos investidores com a trajetória de preços dos ativos.

Em uma semana, o índice VIX, medido pela Chicago Board Options Exchange (CBOE), saiu do nível de 13 pontos para o de 30 pontos. O indicador é um termômetro da volatilidade esperada nos próximos 30 dias no S&P 500.

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"Tudo começou na semana passada, pois as boas notícias econômicas nos EUA foram recebidas com reação negativa nos mercados de ações. Os investidores estão preocupados com vários fatores que podem pesar sobre os preços das ações no futuro. Mas, de uma perspectiva macro, a grande preocupação é a retirada do apoio monetário dos principais bancos centrais", escreveu, em relatório, o analista Fawad Razaqzada, da corretora britânica CityIndex, que não arrisca dizer até quando vai a correção do mercado.

Mesmo com a incerteza, os investidores de ações se animaram no final da sessão desta sexta-feira. Até mesmo o setor de energia, penalizado pela derrocada dos preços do petróleo, se recuperou. Os papéis das petroleiras Chevron e ExxonMobil terminaram com ganho respectivo de 1,07% e 0,64%.

Enquanto os operadores buscam o piso para os mercados de ações, a crise orçamentária nos Estados Unidos segue como pano de fundo, contribuindo para o sentimento de incerteza com o futuro.

Após uma paralisação de menos de seis horas do governo, a administração de Donald Trump conseguiu aprovar no Congresso um acordo orçamentário de dois anos e um projeto que estende o teto da dívida até 23 de março.

Até essa data, legisladores e técnicos da Casa Branca terão de se debruçar para acertar os detalhes da destinação dos recursos para os órgãos federais bem como resolver o impasse em torno da questão imigratória. 

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