Yorgos Karahalis/AP
Yorgos Karahalis/AP

Em sessão instável, dólar encerra em alta cotado a R$ 3,12

A liquidez dos negócios foi fraca, com investidores à espera da decisão de política monetária nos EUA; Grécia e clima político interno também pesam

Denise Abarca, Agência Estado

15 de junho de 2015 | 17h38

SÃO PAULO - O dólar, após passar boa parte da sessão em queda ante o real, inverteu a direção no meio da tarde e encerrou em alta. A liquidez foi fraca nos negócios, com o mercado na expectativa pelo desenrolar da agenda da semana, com destaque para a decisão de política monetária do Federal Reserve, na quarta-feira.

Na abertura, a Grécia e a política doméstica imputaram alta para a moeda. As conversas envolvendo Atenas e a Comissão Europeia ontem em torno da implantação de reformas no país fracassaram e um acordo para o pagamento da dívida parece muito distante. O atual programa de ajuda da Grécia vence no fim deste mês e o temor é que o país decrete moratória e, eventualmente, seja forçado a deixar a zona do euro.

No Brasil, o clima político azedou após o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ter dito que a aliança entre PT e PMDB "não se repetirá", irritado por ter sido hostilizado no 5º Congresso do PT, no sábado. A declaração reforçou o receio de que uma crise entre Executivo e Legislativo comprometa o andamento das reformas necessárias para que o País recupere a credibilidade e retome o crescimento. Nesta semana, a presidente Dilma deve decidir sobre o fim do fator previdenciário, e a tendência é de que vete a proposta, apresentando uma alternativa.

Mas ainda pela manhã a divisa virou para o terreno negativo, pressionada pela expectativa de entrada de fluxo externo diante do aumento da Selic e por alguns dados desapontadores da economia norte-americana, que favoreceram a ideia de uma possível postergação do momento elevação dos juros nos EUA. Os indicadores também levaram o dólar a desacelerar a alta ante as demais moedas.

À tarde, porém, o recuo perdeu força diante da valorização do dólar no exterior, embora o euro tivesse avanço firme. No fechamento, o dólar à vista no balcão subiu 0,45%, para R$ 3,1290.

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