Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Em três dias, dólar acumula alta de 2,10%

Influenciada por corrida presidencial e possível alta de juros nos Estados Unidos, cotação da moeda americana alcança R$ 2,29

Clarissa Mangueira, Agência Estado

10 de setembro de 2014 | 17h20


O dólar fechou em alta, pela terceira sessão seguida, nesta quarta-feira, conduzido por especulações eleitorais e pelas expectativas de que uma elevação dos juros nos EUA poderá vir antes do esperado. 

No fim do dia, o dólar à vista negociado no balcão fechou em alta de 0,09%, aos R$ 2,2900. Em três dias, a moeda acumulou ganhos de 2,10% ante o real. O volume de negócios totalizava US$ 1,161 bilhão perto das 16h30. Já o dólar para outubro subia 0,09%, aos R$ 2,300, pro volta das 16h40.

Segundo operadores do mercado, a alta da moeda norte-americana foi impulsionada à tarde por rumores de que a pesquisa Datafolha, que será anunciada na noite de hoje pelo Jornal Nacional, mostrará a presidente Dilma Rousseff (PT) à frente da candidata do PSB, Marina Silva (PSB), nas intenções de voto para o segundo turno. Nos levantamentos anteriores, as duas candidatas apareciam empatadas tecnicamente.

A pesquisa Vox Populi, divulgada pela manhã, mostrou vantagem de Dilma em relação à Marina na simulação de primeiro turno e empate técnico entre as duas no segundo turno. O levantamento regional do Ibope, divulgado ontem à noite, indicou que Marina oscilou em baixa nas intenções de voto no Estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do País, passando de 39% na pesquisa anterior para 38% agora, enquanto Dilma oscilou em alta, de 23% para 25%.

As expectativas em torno da elevação das taxas de juros nos EUA antes do esperado também influenciaram o comportamento do dólar e das taxas de juros no Brasil e nos EUA. A percepção de que o Federal Reserve poderá anunciar um aumento antecipado dos juros ganhou força após um estudo do Federal Reserve de San Francisco publicado na segunda-feira sugerir que os investidores podem estar confortáveis demais com a perspectiva de que o banco central norte-americano manterá os juros nas mínimas históricas durante o futuro próximo.

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