Emergentes ganham força com maior apetite ao risco

 Spread de risco da Argentina recuou dois pontos-base, para 642 pontos-base sobre os Treasuries, com retorno positivo de 0,71%

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

31 de março de 2010 | 08h21

Os bônus da dívida dos países emergentes ganharam força, favorecidos pelo aumento no apetite por risco dos investidores, que beneficiou particularmente os papéis da Argentina, da Malásia e da Venezuela. O prêmio de risco do Emerging-Market Bond Index Global (EMBIG), do JPMorgan, encolheu quatro pontos-base, para 257 pontos-base sobre os Treasuries, com retorno positivo de 0,12%. O Global40, principal título da dívida brasileira, ficou estável em 133,5625.

 

O apetite por títulos da Argentina aumentou em meio a sinais de que o país está mais perto de chegar a um acordo com os detentores de dívidas em default, afirmou F. Erich Bauer-Rowe, diretor de mercados emergentes do Jefferies, após dois tribunais argentinos anularem medidas que impediam o governo de utilizar cerca de US$ 4,4 bilhões em reservas do banco central para quitar suas obrigações.

 

O spread de risco da Argentina no EMBIG recuou dois pontos-base, para 642 pontos-base sobre os Treasuries, com retorno positivo de 0,71%.

 

No caso da Malásia, o retorno dos títulos foi de 2,45%, refletindo a satisfação dos investidores com as propostas do primeiro-ministro do país, Najib Razak, para reformar a economia. Já o spread de risco da Venezuela caiu 16 pontos-base no EMBIG, para 893 pontos-base sobre os Treasuries, com retorno positivo de 0,82%. As informações são da Dow Jones.

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