Emissão da Petrobrás e balança definem queda do dólar

Na contramão do exterior, moeda americana manteve-se em baixa ante o real sob influência de fatores locais

Fabrício de Castro, da Agência Estado,

13 de maio de 2013 | 17h13

Apesar do viés de alta do dólar no exterior, a moeda americana manteve-se em baixa ante o real durante toda a sessão esta segunda-feira, 13, sob a influência de fatores locais. A megaemissão de bônus da Petrobrás, que teria captado US$ 11 bilhões no exterior, conforme fontes, e os números positivos da balança comercial brasileira na segunda semana de maio definiram a queda de 0,84% do dólar ante o real no balcão, com a moeda encerrando o dia cotada a R$ 2,0100.

Na cotação máxima, verificada às 11h36, o dólar à vista marcou R$ 2,0210 (baixa de 0,30% ante o fechamento de sexta-feira) e, na mínima, às 15h04, atingiu R$ 2,0070 (recuo de 0,99%).

Perto das 16h30 (horário de Brasília), no mercado futuro o dólar para junho era cotado a R$ 2,0160, em baixa de 0,59%.

Pela manhã, o mercado de câmbio já reagia às informações de emissão, pela Petrobrás, de bônus no exterior. Fontes disseram que a captação somou US$ 11 bilhões com diferentes vencimentos. Duas parcelas têm vencimento em três anos, duas em cinco anos e uma quinta em dez anos. Profissionais do mercado disseram ainda que a demanda pela emissão de US$ 11 bilhões atingiu US$ 45 bilhões.

Embora os dólares da emissão não entrem no País imediatamente, a perspectiva da internalização dos recursos provocou ajustes no câmbio nesta segunda-feira, fazendo o dólar recuar de forma consistente ante o real, na contramão do exterior. Lá fora, o dólar mantinha-se muito próximo da estabilidade em sua relação com o euro e avançava ante o iene e outras divisas com elevada correlação com commodities, como o dólar australiano e o dólar neozelandês.

Este movimento de baixa da moeda norte-americana no Brasil foi favorecido pela balança comercial na segunda semana de maio, quando houve entrada líquida de US$ 695 milhões - resultado de exportações de US$ 5,278 bilhões e importações de US$ 4,583 bilhões. Em maio, o superávit acumulado na balança é de US$ 1,104 bilhão, apesar do déficit acumulado de US$ 5,047 bilhões de 2013.

Para Mauricio Nakahodo, consultor de Pesquisas Econômicas do Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ, os dados confirmam a recuperação da balança comercial, em função da venda da safra, e a emissão da Petrobras sugere a melhora do fluxo.

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