Emprego decepciona e dólar cai ante principais moedas

O dólar recuou ante as principais moedas nesta sexta-feira, 6, com um relatório fraco de emprego dos Estados Unidos motivando os investidores a questionar se a economia está pronta para uma retirada de estímulos do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA).

Agencia Estado

06 de setembro de 2013 | 18h41

O payroll mostrou a criação de 169 mil vagas em agosto, ante expectativa de 175 mil. Além disso, os dados de junho e julho foram revisados para baixo, resultando em um total de 74 mil vagas a menos criadas nesses dois meses. Mesmo assim, a taxa de desemprego no país caiu para 7,3% em agosto. Isso ocorreu porque a taxa de participação, que indica a fatia da população economicamente ativa na força de trabalho, caiu para 63,2% em agosto, o menor nível desde agosto de 1978.

O dado geral reduziu as expectativas de que o Fed vá cortar suas compras de bônus na reunião dos dias 17 e 18 deste mês, o que enfraqueceu o dólar. Mesmo assim, a maioria dos analistas ainda acredita que esse é o resultado mais provável do encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), mas o consenso não é tão forte.

"Sem dúvida, os investidores estão questionando a tese da redução de estímulos", disse Greg Anderson, estrategista da BMO Capital Markets. "Eles venderam o dólar porque as chances da redução caíram substancialmente."

Os estímulos do Fed pesaram sobre o valor do dólar nos últimos anos, uma vez que o programa de compras de bônus do banco central aumentou a oferta da moeda. "Agora é aguardar para ver quando será a redução de estímulos. A próxima semana será difícil para o dólar", afirmou Peter Gorra, analista do BNP Paribas em Nova York.

As tensões no Oriente Médio também causaram comoção no mercado de câmbio. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse hoje, após o encontro do G-20 em São Petersburgo, que a Rússia vai continuar vendendo armas para os sírios e vai ajudar o país no caso de um ataque. O presidente dos EUA, Barack Obama, pressionou o G-20 a apoiar uma ação contra a Síria, mas conseguiu o apoio de apenas dez países, que pedem "uma forte resposta internacional a essa grave violação das regras e consciência do mundo". O Congresso dos EUA está em recesso e só deve votar o assunto na próxima semana, então um ataque não é tão iminente.

No fim da tarde em Nova York, o dólar caía para 99,13 ienes, após ter atingido a mínima de 98,58 ienes, terminando o dia com queda de 1% em relação à cotação de 100,11 ienes no fim da tarde de quinta-feira. A moeda norte-americana recuava também para 0,9378 franco suíço, de 0,9450 franco suíço na véspera. O euro subia para US$ 1,3181, de US$ 1,3120, mas caía para 130,61 ienes, de 131,37 ienes. A libra subiu para a máxima em duas semanas ante o dólar, encerrando a US$ 1,5630, de US$ 1,5587. O índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de rivais, tinha queda para 74,266 pontos, de 74,734 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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