Empreiteiras buscam recursos para obras

Na corrida pelo mercado de imóveis residenciais para classe média brasileira, as construtoras e incorporadoras estão fazendo malabarismos para se capitalizarem e lançarem rapidamente novos empreendimentos. A Hines, do Estados Unidos, criou em agosto do ano passado um fundo de investimento, o Hines Calpers Brasil (HCB), com o Calpers, o maior fundo de pensão americano, dos funcionários públicos do Estado da Califórnia. O investimento foi de US$ 200 milhões. Segundo o presidente da companhia no Brasil, Douglas F.F. Munro, existe capital sobrando no mundo e o Brasil se mostrou um país emergente com excelentes oportunidades. "Nos países da Europa e nos Estados Unidos, o retorno para o capital investido nos imóveis caiu e não cobre a meta atuarial dos fundos de pensão", diz o executivo. O interesse do investidor estrangeiro no segmento imobiliário se refletiu na abertura de capital recente de várias companhias do setor que utilizaram esse mecanismo para se financiar e ampliar o número de lançamentos. Em fevereiro deste ano, a Gafisa, por exemplo, abriu o capital. A operação resultou numa injeção de recursos de R$ 490 milhões para apoiar a expansão dos negócios nos próximos três anos. De acordo com o presidente da companhia, Wilson Amaral, 70% dos recursos vieram de investidores estrangeiros, dos Estados Unidos e de países da Europa. Um mês depois da concorrente, a Company, que também tem como foco neste ano os imóveis residenciais para a classe média, abriu o capital na bolsa para financiar o seu crescimento. A Cyrela Brazil Realty é outra que partiu recentemente para o mercado de capitais. Após abrir o capital no segundo semestre do ano passado, a empresa fechou joint venture com uma construtora voltada para empreendimentos residenciais econômicos em São Paulo. A parceria com a Plano & Plano Construções e Empreendimentos envolve um investimento de R$ 50 milhões, que será liberado de acordo com o fluxo de negócios, segundo informa a empresa. De acordo com as companhias, a Cyrela ficará com 79% de participação da nova sociedade e a Plano & Plano, com 21%. A meta da parceria é lançar R$ 97,3 milhões em novos empreendimentos este ano.

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