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Encalhe de televisores é o maior em 10 anos

A brusca freada nas vendas de televisores do primeiro para o segundo semestre provocou o maior encalhe dos últimos dez anos no setor. Há cerca de 2 milhões de aparelhos sobrando no mercado. Uma parte desse volume é de aparelhos já montados e a outra ainda está sob a forma de componentes. Esse encalhe deve pesar a favor do comércio nas negociações de preços com a indústria para as encomendas de fim de ano.A previsão inicial dos fabricantes era produzir e vender em 2006 perto de 12 milhões de aparelhos. Agora essa estimativa foi reduzida para 10 milhões de TVs, segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). No primeiro semestre foram vendidas 6 milhões de TVs.Mesmo assim, a produção deste ano será recorde, porém muito abaixo da programação inicial dos fabricantes. Os pedidos de importação de componentes asiáticos geralmente são feitos seis meses antes da montagem dos equipamentos no País.Isso significa que os volumes de componentes que seriam usados na montagem de TVs hoje foram pedidos em março, quando os prognósticos eram especialmente favoráveis. Os fabricantes contavam que o aquecimento das vendas por causa da Copa do Mundo seria seguido de um maior volume de dinheiro em circulação em razão das eleições. Isso sustentaria os negócios no varejo neste semestre. Mas essa projeção favorável não se concretizou.Segundo especialistas do setor, a última vez que a indústria ficou com estoque de componentes e de produtos acabados tão elevado foi em 1996. Na época, por causa da crise asiática, o governo subiu os juros para evitar a saída de capitais e encareceu os financiamentos ao consumidor. Resultado: as vendas de TVs ficaram abaixo do que havia sido programado pelos fabricantes em cerca de 2 milhões.CortePara ajustar a produção ao ritmo mais lento das vendas, as fábricas da Zona Franca de Manaus (AM) dão férias coletivas e reduzem o número de turnos. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Zona Franca de Manaus, Valdemir Santana, diz que a Philips, que havia concedido férias coletivas de 20 dias a um terço dos 2,5 mil funcionários, resolveu manter por mais dez dias os trabalhadores em suas casas.De acordo com Santana, a Samsung reduziu na semana passada o número de turnos de produção de tubos de imagem para televisores. Também demitiu cem dos 2,1 mil trabalhadores. A CCE optou por dar férias coletivas de dez dias a 500 trabalhadores da linha de montagem de televisores.A CCE da Amazônia diz que o ritmo de produção está normal e que a informação das férias não é verdadeira. Procuradas pela reportagem, a Philips e a Samsung não tinham porta-vozes para confirmar as informações.Na contramão dos concorrentes, o presidente da Semp Toshiba, Afonso Antônio Hennel, diz que não deu férias coletivas porque a sua empresa já trabalhava com projeção de vendas para o ano de 10 milhões de TVs.

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