Energia e bancos são boas opções de aplicação, prevê Ático

As perspectivas no longo prazo para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) são bastante otimistas e o investidor pode faturar ao aplicar em papéis de setores como petróleo, gás, geração de energia e bancos. O gestor de renda variável da Ático Asset Management Antonio Azevedo classifica como muito positivo o cenário para o mercado de ações brasileiro no longo prazo. Nesse horizonte de tempo, afirma, o desempenho da Bolsa deve sofrer menor influência de fatores como o destino da política monetária nos Estados Unidos, principal responsável pela turbulência dos meses anteriores. Na visão do profissional da Ático, responsável pela administração de cerca de R$ 80 milhões em recursos, as empresas ligadas ao setor de petróleo e gás possuem boas perspectivas. Além dos papéis de Petrobras, ele destaca Comgás, apesar das incertezas recentes com relação ao fornecimento da Bolívia. ?A crise teve um lado positivo, pois revelou a importância dos investimentos na exploração de gás no País?, afirma. Desta forma, a Confab pode se beneficiar da possibilidade do aumento nos recursos destinados à construção de gasodutos, avalia. Construção Um possível quadro de demanda apertada de energia no final da década favorece também as empresas de geração, na opinião do gestor. O crescimento da economia e a dificuldade de construção de novos empreendimentos em razão dos entraves ambientais devem levar a um ajuste de preços, acredita. Para Azevedo, as ações da Cesp são uma das principais beneficiadas por esse cenário. ?Depois da reestruturação e da oferta os papéis subiram bem e têm espaço para novas altas.? No setor de construção civil, que promete crescimento acelerado nos próximos anos, Azevedo opta pelas empresas que fazem parte da cadeia de produção, como Gerdau e Eternit, no lugar das incorporadoras, que, segundo ele, embutem um crescimento muito acelerado, que pode ou não se concretizar. Quem também se beneficia indiretamente do avanço da construção é o setor financeiro, em conseqüência da expansão do crédito imobiliário, lembra o gestor. A maior concessão de financiamentos, aliás, é a principal razão para a boa perspectiva dos bancos, apesar da alta recente, acrescenta. As principais recomendações de Azevedo são Bradesco e Itaúsa, ?holding que conta com Itaú e outros ativos menores, mas muito bons, como Duratex?, observa. Ele também destaca as ações de mineração - Vale do Rio Doce e Bradespar - em conseqüência da dinâmica dos preços das commodities. Individualmente, ou seja, fora da conjuntura setorial, o profissional da Ático elogia Marcopolo. ?É uma empresa que possui presença em quase todos os blocos econômicos mundiais, o que dá a ela uma vantagem competitiva muito grande?, analisa.

Agencia Estado,

10 de agosto de 2006 | 07h00

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