Entenda a diferença entre swap cambial reverso e swap cambial puro

Depois de dias só observando, o Banco Central decidiu agir ontem para aplacar a volatilidade do dólar comercial. A autoridade monetária anunciou um leilão de swap cambial envolvendo o equivalente a US$ 400 milhões. A moeda, que chegou a ser negociada a R$ 2,366, com alta de 4%, fechou com ganho de 1,54%, a R$ 2,31. A intervenção de ontem foi feita com swap cambial puro. Nesta operação, o Banco Central fica "vendido" (ou seja, ganha na baixa) em dólar e "comprado" (ganha na alta) em taxa Selic. Isso quer dizer que o BC ganha se a variação cambial em determinado período é menor do que a variação da taxa Selic. Em contrapartida, os bancos, que estão no lado oposto, ganham se o dólar sobe mais do que a taxa Selic. Esse tipo de operação não acontecia desde agosto de 2004. Nos leilões realizados no final do ano passado e no início deste, a operação era exatamente oposta: por isso, os leilões eram chamados de swap cambial reverso. Tanto que parte do resultado primário recorde do governo central em abril foi obtido com a disparada do dólar comercial.

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