Entrada de capital em fundos focados no Brasil segue forte, diz consultoria

Segundo a EPFR Global, fundos de ações de países em desenvolvimento absorveram US$ 5,8 bi na semana encerrada no dia 20; fundos de bônus emergentes atraíram US$ 1,4 bi

Álvaro Campos, da Agência Estado,

22 de outubro de 2010 | 17h53

Os fundos que investem em ativos de mercados emergentes continuaram a registrar uma forte entrada líquida de capital na terceira semana de outubro, de acordo com uma pesquisa semanal publicada pela consultoria EPFR Global. Os fundos de ações de países em desenvolvimento absorveram US$ 5,8 bilhões na semana encerrada no dia 20, enquanto os fundos de bônus emergentes atraíram US$ 1,4 bilhão.

A entrada de capital nesses fundos acontece em um momento em que os investidores procuram por retornos maiores nas economias da América Latina e Ásia, que crescem em um ritmo mais rápido, enquanto o dólar continua a se enfraquecer. Com o aumento das projeções de mais estímulos monetários nos EUA, muitos investidores apostam que mais dinheiro deve se dirigir para os ativos de mercados emergentes.

Os fundos de ações diversificadas de mercados emergentes absorveram US$ 3,76 bilhões, fazendo com que o total no ano chegue a US$ 44,2 bilhões, superando o recorde anual histórico, atingido no ano passado.

Os investidores continuaram a colocar dinheiro nos fundos de ações brasileiros, mesmo após o governo elevar a taxa do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) cobrado em investimentos estrangeiros em renda fixa novamente esta semana. A medida faz parte de um esforço do país para conter a valorização do real, que prejudica os exportadores, já que torna os produtos brasileiros mais caros no exterior. Os fundos brasileiros já absorveram US$ 2,28 bilhões desde o começo de setembro.

Os fundos que investem na categoria Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC) registraram na terceira semana de outubro a maior entrada semanal de capital desde fevereiro. Já os fundos que investem em mercados de fronteira atraíram US$ 150 milhões, o nível semanal mais alto em 145 semanas.

Os fundos das categorias Ásia (excluindo Japão); América Latina; e Europa, Oriente Médio e África emergente (EMEA, na sigla em inglês) também atraíram uma entrada de capital robusta, que variou de US$ 327 milhões a US$ 981 milhões.

Nos fundos de bônus, a maior parte dos US$ 1,4 bilhão investidos foi para títulos em moeda local, segundo a EPFR. As informações são da Dow Jones.

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