EPE: renegociação de Itaipu tem efeito fraco na Eletrobrás

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, afirmou hoje que o impacto da renegociação da dívida de Itaipu terá efeito "irrisório" sobre as contas da Eletrobrás. "A renegociação refere-se a uma parcela muito pequena da dívida, que corresponde ao volume de energia consumido pelo Paraguai", disse. Na semana passada, durante a Cúpula do Mercosul, os governos do Brasil e do Paraguai assinaram um acordo que prevê a eliminação de um indexador conhecido como fator de ajuste, que reajusta a dívida da usina binacional de acordo com a inflação norte-americana. Segundo Tolmasquim, porém, esse acordo só vale para a parcela da energia que é consumida dentro do Paraguai, o equivalente a uma turbina de Itaipu.O presidente da EPE, que é membro do Conselho de Administração de Itaipu, não soube precisar números, mas disse que o custo do acordo nas contas da Eletrobrás, que é credora de Itaipu, será irrelevante. "Para as relações exteriores, é um ganho monumental, já que se trata de uma briga antiga. Para o setor elétrico brasileiro, significa pouco", afirmou. Os consumidores de energia do Paraguai serão beneficiados com a medida, já que a indexação à inflação dos Estados Unidos não terá mais reflexos na tarifa final. A dívida de Itaipu, hoje na casa dos US$ 20 bilhões, tem dois tipos de indexação. Além da inflação americana, é corrigida por uma taxa de juros fixa que, na maior parte da dívida, é de 7,5% ao ano. O consumidor brasileiro continuará pagando os dois índices.

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