Especial: quando e como pensar em ouro no Brasil

Vira e mexe por conta das incertezas internacionais e do desejo de variar as aplicações, o investidor individual mais conservador lembra do apego dos antigos ao metal precioso e fica se perguntando se também deveria abraçar a causa. Os especialistas advertem, contudo, que uma parcela de 5% a 10% do total da poupança pessoal pode ser dirigida para o ouro. "Nada mais do que 10%", sublinha Franco. O investidor deve levar em conta sempre que o preço do ouro é influenciado por uma série de fatores internacionais que muitas vezes não são acompanhados pelas pessoas comuns aqui no Brasil. Para se ter uma idéia, a simples notícia de que um banco central qualquer vai reduzir ou elevar suas reservas do metal pode derrubar os preços por um bom tempo. Outro fator relevante é que o preço do ouro aqui no País é resultado de uma equação de dois fatores: a cotação do metal no exterior e a variação do dólar no mercado brasileiro. Dessa forma, mesmo com uma alta no mercado internacional, o ouro pode fechar em baixa no Brasil simplesmente porque a queda do dólar compensou a alta do metal no exterior. Nos Estados Unidos isso não é diferente. Recentemente, a turbulência internacional levou investidores de todo o mundo a reduzir as suas aplicações de maior risco para investir nos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Resultado: o dólar caiu frente a outras moedas e, com isso, o preço do ouro, que é expresso em dólares, subiu.

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