Estabilidade econômica deve valorizar ativos reais

Os ativos reais devem se valorizar e o crédito imobiliário se expandir como conseqüência de uma futura estabilidade da economia brasileira, prevê o sócio-fundador da Mauá Investimentos e ex-diretor do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo. Em apresentação no seminário "Grau de investimento - o grande desafio do próximo presidente", Figueiredo propôs olhar o que ocorreu com México e Chile, que já conseguiram a classificação de "investment grade", como sinal do que vai acontecer no Brasil. "A gente vai ver os ativos reais ganhando retornos maiores do que os ativos financeiros", afirmou. Segundo Figueiredo, o crédito para habitação no Brasil é de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto no México é de 10,4% e no Chile equivale a 14,4%. "Não existe crédito para habitação no Brasil. Há um espaço enorme para crescer porque há um espaço enorme para que haja novos compradores de imóveis à medida que as taxas de juros fiquem mais baixas e compatíveis com o que essas pessoas podem pagar de prestação", disse.

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