EUA criam 208 mil postos de trabalho em novembro, abaixo das expectativas

Especialistas apostavam na geração de 223 mil empregos para o mês; resultado pode influenciar decisão do Fed sobre aumento da taxa de juros no país

O Estado de S. Paulo

03 Dezembro 2014 | 11h44

O setor privado dos Estados Unidos criou 208 mil empregos em novembro, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira,3, pela Automatic Data Processing/Macroeconomic Advisers (ADP/MA). O dado veio abaixo da previsão de analistas do mercado, que esperavam geração de 223 mil novas vagas.

A leitura de outubro foi ligeiramente revisada para cima, a 233 mil postos de trabalho criados, de 230 mil.

O número da ADP/MA é considerado um indicador sobre a tendência do relatório mensal sobre o mercado de trabalho do governo dos EUA (payroll), que engloba também dados do setor público e será divulgado na sexta-feira, 5.

O resultado influencia a decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) em elevar ou não a taxa de juros no país no ano que vem. Com dados fracos de inflação e mercado de trabalho, há maior possibilidade de que a instituição não altere o atual patamar.

Mão de obra. Os Estados Unidos revisaram para baixo os dados do custo da mão de obra no país no segundo trimestre deste ano. No período, houve queda de 3,7%, mais acentuada que o resultado anterior: -0,5%. Os dados de produtividade entre abril e junho, no entanto, permaneceram inalterados, em alta de 2,9%.

A produtividade da mão de obra nos EUA no terceiro trimestre deste ano foi revisada para 2,3%, crescendo em ritmo maior que o previsto na primeira estimativa, em que o resultado foi de 2,0%. A alteração, no entanto, ficou abaixo das expectativas dos analistas, que esperavam alta de 2,5%.

Apesar do dado positivo, o crescimento no terceiro trimestre ficou abaixo da média de 2,6% ao ano registrada entre 1995 e 2010.

Já o custo unitário da mão de obra, que é uma medida de pressão inflacionária, foi revisado para baixo, a -1,0%, ante resultado anterior de +0,3%. Os analistas já previam que o novo cálculo traria o dado para o terreno negativo, mas projetavam que a contração seria de -0,7%. 

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