EUA e violência no Egito pressionam petróleo

Estoques de petróleo norte-americano caíram 2,8 milhões; no Egito, 342 pessoas morreram em confrontos

15 de agosto de 2013 | 07h22

Os contratos futuros de petróleo operam em alta, impulsionados pela redução dos estoques nos EUA e pela violência no Egito. O brent para setembro, que expira hoje, atingiu a máxima em quatro meses no início da sessão ao subir mais de 1%, para US$ 111,53 por barril.

O Departamento de Energia (DoE) dos EUA informou ontem que os estoques de petróleo bruto no país caíram 2,8 milhões de barris na semana encerrada em 9 de agosto, bem mais do que a queda de 1,5 milhão de barris prevista pelos economistas consultados pela Dow Jones.

Os estoques nos EUA vêm caindo firmemente durante o verão local, ajudando a reduzir o grande excedente que pressionava os preços dos contratos negociados na Nymex. Desde o começo de julho o preço do petróleo da Nymex aumentou 10,3%. O avanço também foi impulsionado pela queda dos estoques em Cushing, ponto de entrega física dos contratos da Nymex.

A tensa situação no Egito também sustenta a alta do petróleo. "Quando 200 manifestantes contrários ao governo são mortos pela polícia e um país por onde passam quase 4,5 milhões de barris por dia declara estado de emergência, existe apenas um rumo para os preços do petróleo", comentaram analistas da PVM.

O Ministério da Saúde do Egito informou que pelo menos 343 pessoas foram mortas na onda de violência que tomou conta do país após a ofensiva do governo contra manifestações de apoiadores do presidente deposto Mohammed Morsi, ontem. A contagem do número de mortos deve aumentar nas próximas horas.

Às 7h08 (de Brasília), o petróleo brent para setembro subia 0,92% na ICE, para US$ 111,21 por barril, enquanto o brent para outubro, que já é o mais negociado, avançava 0,95%, para US$ 109,85 por barril. Na Nymex, o contrato para setembro tinha alta de 0,85%, para US$ 107,76 por barril. Fonte: Dow Jones Newswires.

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