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Euro apresenta volatilidade enquanto líderes da UE se reúnem

Queda da moeda foi limitada pela perspectiva de que a cúpula da UE levará algum alívio para a Grécia

Danielle Chaves, da Agência Estado,

21 de julho de 2011 | 08h40

O euro opera com volatilidade enquanto os líderes da zona do euro se reúnem em Bruxelas. Inicialmente os operadores se animaram com a possibilidade de um pacote de resgate para a Grécia que evitaria um default, mas perderam o entusiasmo após notícias de que um default seletivo está sendo discutido, o que derrubou o euro para abaixo de US$ 1,42.

 

A declaração mais influente até agora foi a do presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, que afirmou que embora os governos estejam tentando evitar um default seletivo como parte do novo pacote para a Grécia, esse desfecho não pode ser descartado.

 

O euro recuou com a notícia, mas a queda foi limitada pela perspectiva de que a cúpula levará algum alívio para a Grécia e estabelecerá uma estrutura para o resgate de outros membros da zona do euro fiscalmente debilitados.

 

"O principal fato a levar em conta é que existe vontade política para fazer algo", disse David Page, estrategista do Lloyds Bank. "Isso parece fazer parte do processo político para que as medidas de austeridade possam ser implementadas", acrescentou.

 

Os detalhes ainda são apenas conjecturas e há muitos rumores sobre o nível de envolvimento do setor privado em um acordo. Também em foco está o papel da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), o fundo de resgate da zona do euro, e os esforços para torná-la mais flexível.

 

Outro ponto importante para que um contágio provocado por um default seletivo seja contido é a posição do Banco Central Europeu (BCE). No entanto, o euro quase não reagiu à informação de que o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, teria aceitado a possibilidade de um default seletivo.

 

Em meio à toda a confusão, os indicadores econômicos divulgados nesta manhã foram deixados de lado, apesar de terem colaborado para o tom sombrio nos mercados. O índice PMI composto preliminar deste mês caiu para 50,8, de 53,3 em junho - a maior queda desde novembro de 2008, quando a economia da região estava entrando em recessão.

 

Na Alemanha o crescimento da atividade do setor privado teve a menor expansão em dois anos e na China o PMI HSBC do setor de manufatura caiu para 48,9 em julho, abaixo do patamar de 50,0, o que indica contração.

 

Às 8h35 (de Brasília), o euro caía para US$ 1,4184, de US$ 1,4219 no fim da tarde de ontem, e para 111,79 ienes, de 111,93 ienes. O dólar subia para 78,81 ienes, de 78,78 ienes ontem, e para 0,8217 franco suíço, de 0,8194 franco suíço. A libra era negociada a US$ 1,6172, de US$ 1,6151 ontem. As informações são da Dow Jones.

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