Euro cai abaixo de US$ 1,35 com vice-premiê grego

Contratos futuros de ouro também recuaram e atingiram o menor nível das últimas três semanas em resposta à valorização do dólar

Danielle Chaves, da Agência Estado,

22 de março de 2010 | 11h40

O euro acentuou a queda depois que o vice-primeiro-ministro da Grécia, Theodore Pangalos, afirmou que o futuro da União Europeia estará em risco caso os líderes europeus não elaborem um pacote crível de ajuda para o país. Os contratos futuros de ouro também recuaram e atingiram o menor nível das últimas três semanas em resposta à valorização do dólar.

 

O euro despencou abaixo de US$ 1,35 e atingiu a mínima de US$ 1,3463, o nível mais baixo desde 2 de março, após as declarações de Pangalos. O euro já vinha operando em baixa desde o início da sessão de hoje.

 

Em uma conferência, Pangalos pediu que os líderes europeus mostrem uma decisão na cúpula que será realizada nesta semana, para deter a especulação contra os bônus soberanos gregos. "Se não houver instrumento, nenhuma arma sobre a mesa, se os especulares não ficarem preocupados com a possibilidade de perderem, então o euro não tem significado", disse Pangalos.

 

Os mercados de câmbio continuam em alerta para uma possível intervenção do Banco Nacional da Suíça à medida que o euro cai na direção de 1,43 franco. Alguns analistas dizem que o banco central suíço pode enfrentar mais dificuldades para impedir a valorização da moeda caso o euro caia abaixo desse nível, que foi a mínima registrada em outubro de 2008.

 

O alerta da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, para que não haja "falsas expectativas" de que uma solução para a Grécia seja definida na cúpula dos líderes europeus desta semana também pesou sobre o euro. Merkel disse que a questão não está na agenda da cúpula.

 

Às 11h30 (de Brasília), o euro saía das mínimas e caía para US$ 1,3512, de US$ 1,3535 no fim da tarde de sexta-feira, e para 121,83 ienes, de 122,47 ienes. O dólar, enquanto isso, recuava para 90,16 ienes, de 90,50 ienes. No mesmo horário, os contratos de ouro para abril cediam 1,07%, para US$ 1.095,70 por onça-troy, na Comex, divisão de metais da Nymex.

 

Segundo Stephen Platt, analista da Archer Financial Services, o ouro também foi pressionado pela expectativa de que bancos centrais de países emergentes sigam o movimento do Banco da Reserva da Índia, que na sexta-feira elevou as taxas de juros.

 

"O temor é de que continuemos vendo um gradual aperto nas taxas de juros nesses países, o que vai levar a alguma diminuição nas estimativas para a atividade econômica internacional", disse. Índia e China estão entre os maiores consumidores de ouro do mundo. As informações são da Dow Jones.

 

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