Euro cai apesar de dados do PIB da zona do euro

A libra subiu após um relatório mostrar que o número de cidadãos britânicos que receberam auxílio-desemprego recuou mais que o esperado, fornecendo mais evidência de que a economia do Reino Unido está se recuperando. O euro caiu levemente ante o dólar nesta quarta-feira, apesar de um relatório mostrar que a economia da zona do euro cresceu no segundo trimestre, encerrando seis trimestres consecutivos de contração.

Agencia Estado

14 de agosto de 2013 | 19h17

No Reino Unido, embora a taxa de desemprego tenha ficado inalterada em 7,8% no segundo trimestre, o número de pessoas sem trabalho caiu 4 mil. O Escritório para Estatísticas Nacional disse também que o número de pessoas que receberam auxílio-desemprego recuou em julho, fazendo com que a taxa recuasse para 4,3%, o menor patamar desde fevereiro de 2009.

A taxa de desemprego no Reino Unido continua bem acima da meta de 7% que o Banco da Inglaterra (BoE) vê como necessária para que considere um aperto da política monetária. Mas no rastro do desempenho melhor do que o esperado dos setores industrial e de serviços anunciados recentemente, os sinais que o mercado de trabalho possa estar ganhando dinâmica levaram os investidores a intensificar as apostas na libra, impulsionando sua cotação. A moeda subiu 2% na semana passada.

Um comunicado separado mostrou que a economia da zona do euro saiu da recessão mais longa do pós-guerra no segundo trimestre de 2013 com uma expansão mais forte do que a esperada. A agência oficial de estatísticas da União Europeia, Eurostat, informou que o Produto Interno Bruto (PIB) combinado dos 17 membros do bloco cresceu 0,3% no segundo trimestre em comparação com o primeiro, contudo teve uma contração de 0,7% ante o segundo trimestre de 2012. O resultado marcou a expansão trimestral mais acelerada desde os primeiros três meses de 2011. A mediana das previsões dos economistas era de expansão de 0,2% na comparação trimestral e uma queda de 0,8% no ano.

As expectativas sobre quando o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) começará a reduzir seu agressivo programa de compras de bônus continuam, contudo, a ser um condutor significativo dos mercados cambiais. O presidente do Federal Reserve de Saint Louis, James Bullard, afirmou em um discurso nesta quarta-feira que há poucos indícios de que a política monetária relaxada do banco central esteja alimentando a inflação. Ele reiterou também a visão de que o próximo movimento do Fed dependerá de a economia continuar a se fortalecer, destacando o foco sobre os indicadores econômicos importantes que estão previstos para serem anunciados nesta semana, incluindo a construção de moradias iniciadas, a confiança do consumidor e a inflação.

"Todos os números (econômicos) têm tido um significado maior, visto que (os dirigentes) do Fed têm dito que estão dependentes de dados", disse o diretor de vendas de câmbio do Mizuho Bank, Fabian Eliasson, em Nova York.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia para 98,11 ienes, de 98,21 ienes na véspera, e estava em 0,9352 franco suíço, de 0,9332 franco suíço. O euro estava em US$ 1,3255, de US$ 1,3263 na terça-feira, e caía para 130,06 ienes, de 130,28 ienes. A libra esterlina estava US$ 1,5500, de US$ 1,5449. O índice Wall Street Journal Dollar Index, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de rivais, caía para 73,986 pontos, de 74,008 pontos na véspera. Fonte: Dow Jones Newswires.

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