Euro e demanda chinesa sustentam ganhos dos metais

Rumores sobre uma recuperação do interesse da China no cobre e uma diminuição nos estoques também ajudam a sustentar os preços das commodities metálicas

Danielle Chaves, da Agência Estado,

31 de maio de 2011 | 09h01

Os metais sobem, ajudados pelo fortalecimento do euro diante do dólar. Rumores sobre uma recuperação do interesse da China no cobre e uma diminuição nos estoques também ajudam a sustentar os preços dos metais.

Alguns observadores do mercado se mostraram bastante otimistas com relação ao cobre, como o banco sueco SEB, que recomendou que seus clientes assumam longas posições em cobre na faixa de US$ 8.500 a US$ 9.000 por tonelada. O banco prevê que os preços subirão "bem acima de US$ 10.000 por tonelada" enquanto o mercado permanecer apertado até pelo menos o fim do próximo ano.

Mas tanto operadores quanto analistas acreditam que os preços do cobre vão cair mais, enquanto o cenário macroeconômico ainda incerto não conseguir oferecer um direcionamento claro para os mercados de metais. Pouco antes das 8h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) operava a US$ 9.231 por tonelada, uma alta de 0,3% sobre o fechamento de sexta-feira.

Algumas notícias saídas da China são positivas. Além da volta do interesse pelo cobre, existem evidências de que os estoques nos armazéns da alfândega chinesa estão diminuindo, conforme os preços baixos estimulam a demanda. Uma estabilização ou queda nos estoques da SHFE, da LME e da Comex também sugere que o mercado está ficando cada vez mais apertado. Na LME, os estoques de cobre caíram 1.700 toneladas na sexta-feira, para 467.775 toneladas.

No entanto, ontem o governo chinês deu um golpe nos produtores de chumbo, ao anunciar planos para reduzir o uso de bicicletas elétricas movidas a bateria que excedem os limites de velocidade e peso publicados há 12 anos. O anúncio coincidiu com notícias de que os fabricantes de bateria de chumbo das maiores regiões produtoras da China foram forçados a suspender a produção após uma série de casos de envenenamento com chumbo.

No horário citado acima, o chumbo subia 1,0% na LME, para US$ 2.531,25 por tonelada; o alumínio avançava 1,0%, para US$ 2.650 por tonelada; o zinco ganhava 0,1%, para US$ 2.275,25 por tonelada; o níquel tinha alta de 1,2%, para US$ 23.370 por tonelada; e o estanho operava a US$ 27.799 por tonelada, um avanço de 1,1%.

Às 8h50 (de Brasília), o cobre para julho negociado na Comex tinha leve queda de 0,06%, a US$ 4,1835 por libra-peso. As informações são da Dow Jones.

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