Euro inicia semana em baixa após dados da Alemanha

O euro perdeu força na negociação europeia, recuando brevemente abaixo de US$ 1,29, enquanto os investidores continuam a aguardar para ver se a Espanha buscará um pacote de socorro e reagiram aos dados econômicos fracos da Alemanha.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

24 de setembro de 2012 | 09h10

O declínio do euro começou durante a sessão asiática após relatos no fim de semana indicarem que parlamentares da França e da Alemanha estavam enfrentando dificuldades para criar uma união bancária na zona do euro e enquanto temores sobre as necessidade de financiamento ressurgiram.

O Ministério das Finanças da Grécia negou uma notícias que sugeriam que o país necessitará de um adicional de 20 bilhões de euros (US$ 26 bilhões) de cortes orçamentários para satisfazer as condições de seu pacote de emergência.

Mas as perdas do euro aumentaram após o Instituto Alemanha Ifo dizer que o índice de confiança das empresas da Alemanha caiu para 101,4 em setembro, de 102,3 em agosto, no quinto mês seguido de queda. Analistas consultados pela Dow Jones previam que o índice ficaria inalterado.

Os investidores temem agora que a maior economia da zona do euro pode não conseguir evitar uma recessão, à medida que a crise da dívida pesar sobre a confiança das empresas e dos consumidores e enfraquece o crescimento.

A relutância da Espanha em pedir uma ajuda internacional oficialmente também pesou sobre o sentimento dos investidores, uma vez que a ajuda do Banco Central Europeu (BCE) para manter os custos dos empréstimos do país só será apresentada, se o governo espanhol solicitar o auxílio. O BCE disse no início deste mês que iria comprar quantidades ilimitadas de títulos de curto prazo de países que pedirem ajuda financeira e cumprirem com as condições.

Alguns analistas afirmaram que um anúncio não deverá ser feito antes das eleições na Galícia e no País Basco no próximo mês. O governo espanhol deverá nesta semana anunciar seu orçamento para 2013 e os resultados de um teste de estresse independente dos bancos do país, o que poderá manter o euro sob pressão, afirmou o Citigroup.

O dólar australiano também ficou sob pressão, recuando abaixo de US$ 1,04, depois que autoridades chinesas não anunciaram nenhuma medida de relaxamento monetário durante o fim de semana, diminuindo as esperanças de alguns traders cambiais.

Às 8h55 (de Brasília), o euro estava em US$ 1,2922, após atingir US$ 1,2896, de US$ 1,2978 no fim da sexta-feira em Nova York. O dólar operava em 78,01 ienes, de 78,16 na sexta-feira. A libra era negociada em US$ 1,6212, de US$ 1,6253. As informações são da Dow Jones.

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