Euro recua com ajuste de fim de mês e antes da reunião do Fed

Moeda europeia também é pressionada pelas negociações entre líderes da Europa de um mecanismo para lidar com os países da região que têm problemas para financiar suas dívidas

29 de outubro de 2010 | 09h20

Uma combinação de final de mês e fuga do risco antes da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) na semana que vem impulsiona o dólar em relação ao euro, antes da divulgação da prévia do PIB do terceiro trimestre dos EUA. O iene também é beneficiado por ajuste de fim de mês e pré-Fed, e sobe contra o dólar, que se aproximou da mínima em 15 anos, de segunda-feira, contra a moeda japonesa durante a sessão asiática.

O euro, por sua vez, é pressionado ainda pelas negociações entre os líderes europeus de um mecanismo permanente para lidar com os países da zona do euro que têm problemas para financiar suas dívidas e pela divulgação de vendas no varejo alemão inferiores ao previsto pelos economistas.

O plano dos líderes da União Europeia, que envolverá revisão do Tratado de Lisboa e não deve ser concluído até meados do ano que vem, deve aumentar o ônus aos detentores de bônus europeus no caso de reestruturação de dívida. Como resultado, o rendimento dos títulos de dívida dos países mais vulneráveis da zona do euro ampliou-se nesta sexta-feira, refletindo aumento do risco.

As vendas no varejo da Alemanha caíram 2,3% em setembro, contrariando as estimativas de alta de 0,4%.

Mas embora a expansão da política de flexibilização quantitativa do Fed seja dada como certa, as especulações sobre a dose de injeção de recursos na economia seguem dominando as decisões nas mesas de câmbio.

Os analistas aconselham para que não haja muita expectativa com a reação do mercado frente ao PIB do terceiro trimestre, que será divulgado às 10h30 (de Brasília). Segundo eles, o dólar provavelmente está mais imune a surpresas favoráveis, uma vez que o Reino Unido informou no começo da semana um crescimento do terceiro trimestre melhor do que o antecipado. Ao mesmo tempo, o impacto potencial do número nas expectativas de introdução de novo programa de compra de ativos pelo Fed deve ser limitado, diante da possibilidade de a compra limitar-se a bilhões de dólares e não a trilhões como o mercado esperava antes.

Às 9h16 (de Brasília), o euro caía para US$ 1,3849, de US$ 1,3930 no fim do dia ontem em Nova York. O dólar caía para 80,77 ienes, de 81,09 ienes ontem. Na mínima intraday, o dólar foi a 80,53 ienes, aproximando-se da mínima em 15 anos contra a moeda japonesa de segunda-feira a 80,41 ienes. As informações são da Dow Jones.

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