Euro se recupera com ambiente mais calmo nos mercados

Às 11h05, o euro subia para US$ 1,2395, de 1,2392 no fim da tarde de ontem, e para 114,81 ienes, de 114,64 ienes ontem

Danielle Chaves, da Agência Estado,

18 de maio de 2010 | 11h00

O euro opera perto da estabilidade nesta manhã, enquanto os participantes do mercado reduzem as apostas negativas contra a moeda europeia na ausência de novos acontecimentos com relação à crise de dívida soberana na zona do euro. O bom humor no mercado de câmbio e nas bolsas colaboram para a diminuição do custo do seguro da dívida de países periféricos da zona do euro contra default.

No entanto, a pausa na pressão sobre o euro e o maior apetite por risco não deverão durar muito tempo. Muitos analistas estão esperando que o declínio do euro seja retomado no curto prazo, conforme os investidores continuarem preocupados com os problemas de dívida soberana da zona do euro e suas implicações para o crescimento econômico.

"Nada mudou em termos de fundamentos. Nós achamos que esse é um movimento movido pelo posicionamento, que é o que se esperaria dado o peso das posições vendidas no euro", afirmou Elsa Lingos, estrategista de moedas do RBC Capital Markets. "O euro se recuperou da mínima de ontem, mas o risco continua fortemente ligado à tendência de baixa e por isso essa é uma boa oportunidade de venda", disseram estrategistas da Brown Brothers Harriman.

Às 11h05 (de Brasília), o euro subia para US$ 1,2395, de 1,2392 no fim da tarde de ontem, e para 114,81 ienes, de 114,64 ienes ontem. O dólar operava estável diante do iene, a 92,49 ienes, e a 1,1307 franco suíço, de 1,1309 franco suíço. A libra operava a US$ 1,4469, de US$ 1,4470 ontem. O índice do dólar estava em 86,027, de 86,149.

O mercado de câmbio foi pouco afetado pelo anúncio de queda de 0,1% nos preços ao produtor (PPI) dos EUA em abril, ante março, que contrariou a estimativa dos analistas de alta de 0,1%. O relatório que mostrou aumento de 5,8% no número de obras residenciais iniciadas e queda de 11,5% nas permissões para novas obras nos EUA também não influenciou as moedas.

No Reino Unido, a taxa de inflação anual subiu para 3,7% em abril, o maior nível desde novembro de 2008. Economistas esperavam um aumento menor, para 3,5%. Os dados deram impulso à alta da libra momentaneamente, mas as preocupações com a perspectiva para a dívida do país pesou sobre a moeda.

No mercado de swaps de default de crédito (CDS), os spreads caíam. Mais cedo, o spread dos CDS de cinco anos da Grécia cederam 22 pontos-base, para 626 pontos-base, enquanto os da Espanha recuavam 8 pontos-base, para 185 pontos-base, de acordo com a CMA DataVision.

Depois dos altos níveis atingidos ontem, os CDS de cinco anos de Portugal declinaram 1 ponto-base, para 282 pontos-base. Os da Irlanda caíam 8 pontos-base, para 204,3 pontos-base, e os da Itália recuavam 3,4 pontos-base, para 139,6 pontos-base. As informações são da Dow Jones.

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