Euro segue pressionado e atinge mínima abaixo de US$ 1,22

Receio de que a crise de dívida soberana possa prejudicar os balanços financeiros dos banco é determinante

Danielle Chaves, da Agência Estado,

26 de maio de 2010 | 12h27

O euro segue sob pressão e opera perto das mínimas intraday em meio aos temores de que a crise de dívida da zona do euro possa afetar negativamente o setor financeiro da região. O movimento de queda se acentuou depois que os EUA anunciaram dados sobre vendas de imóveis residenciais novos em abril melhores do que o esperado. Mas analistas alertam que esse não foi o único catalisador da queda. "Eu não acho que alguém está realmente operando sobre esse dado", disse Win Thin, estrategista da Brown Brothers Harriman, em Nova York.

As taxas de empréstimos interbancários em dólares atingiram a máxima em 10 meses, à medida que os bancos permanecem cautelosos em fazer empréstimos uns aos outros em razão da possível exposição à dívida de países periféricos da zona do euro que têm problemas fiscais, como Grécia e Espanha.

Os receios de que a crise de dívida soberana possa prejudicar os balanços financeiros dos bancos com exposição significativa a países da periferia da zona do euro, e de que a dívida ruim vai desacelerar o crescimento econômico, estão levando alguns bancos a não emprestar para seus pares.

"As preocupações do mercado com uma transformação da crise soberana em crise bancária pode afetar a capacidade de empréstimos, o que, por sua vez, pode afetar o crescimento", disseram analistas do Goldman Sachs em um relatório.

Dados da Associação dos Banqueiros Britânicos mostraram que a taxa Libor para três meses em dólar subiu para 0,53781% hoje, de 0,53625% ontem, o nível mais alto desde 6 de julho de 2009.

Além disso, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, alertou que as linhas de swap em dólar emergenciais de financiamento que o banco central norte-americano colocou em prática durante a crise de crédito não são permanentes. Esse foi outro golpe para os bancos da zona do euro, além do aumento do custo do empréstimo interbancário no mercado Libor.

Às 12h12 (de Brasília), o euro operava a US$ 1,2220, de US$ 1,2328 no fim da tarde de ontem, depois de ter caído para menos de US$ 1,22. O dólar subia para 90,42 ienes, de 90,05 ienes ontem, enquanto o euro recuava para 110,53 ienes, de 110,98 ienes. A libra operava a US$ 1,4413, de US$ 1,4394, e o dólar era cotado a 1,1583 franco suíço, de 1,1567 franco ontem. O índice do dólar estava 86,026, de 86,607. As informações são da Dow Jones.

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