Euro sob pressão de expectativa de testes de estresse

Às 11h51 (horário de Brasília), o euro caía para US$ 1,2891, ante US$ 1,2945 no fim da tarde da segunda-feira. O dólar subia a 87,03 ienes, ante 86,86 ienes no fim da tarde da segunda-feira

Ligia Sanchez, da Agência Estado,

20 de julho de 2010 | 11h50

O euro opera em baixa frente ao dólar, com os investidores cautelosos diante da proximidade da divulgação dos testes de estresse dos bancos europeus, sexta-feira. Depois de flutuar na faixa de US$ 1,30 nos últimos dias, o forte rali a partir da mínima em mais de quatro anos atingida no início de junho a US$ 1,1876, pode estar desgastado, de acordo com o estrategista sênior de opções de câmbio estrangeiro do Credit Agricole CIB, Simon Smollet.

 

"É difícil imaginar que o euro pode ser melhor negociado em relação ao dólar", afirmou, seja qual for o resultado dos testes de estresse. Segundo Smollet, análises técnicas já mostraram que a valorização recente do euro está exagerada.

 

Em outra frente, o dólar norte-americano subiu frente o dólar canadense, em movimento volátil, depois que o Banco do Canadá elevou a taxa de juros, mas publicou uma perspectiva obscura para a economia. O dólar norte-americano avançou para 1,0570 dólar canadense, de 1,0527 pouco antes do anúncio do BC canadense. No fim da tarde de ontem, o dólar operava a 1,0556 dólar canadense.

 

Às 11h51 (horário de Brasília), o euro caía para US$ 1,2891, ante US$ 1,2945 no fim da tarde da segunda-feira. O dólar subia a 87,03 ienes, ante 86,86 ienes no fim da tarde da segunda-feira. A libra esterlina estava a US$ 1,52415, ante US$ 1,5231.

 

O anúncio do banco central do Canadá ficou em linha com as expectativas e foi acompanhado por um comunicado cauteloso. O banco informou que mais aumentos na taxa de juros serão "avaliados cuidadosamente" frente às condições econômicas nacionais e internacionais, e alertou que a recuperação global está acontecendo, mas ainda não é auto sustentável. O banco também cortou sua previsão de crescimento para 2011, de 3,1%, para 2,9%.

 

O mercado estava esperando a decisão do banco, o segundo aumento consecutivo na taxa de juros. Em junho, o Banco do Canadá tornou-se o primeiro banco central do grupo das sete maiores economias (G-7) a elevar a taxa, desde o início da recessão global.

 

Na expectativa da publicação dos resultados dos testes de estresse dos bancos europeus, fontes próximas ao assunto disseram à Dow Jones que o banco estatal de empréstimos Hypo Real Estate, da Alemanha, teria um possível déficit de capital de € 2 bilhões sob condições adversas. Investidores também questionam os critérios dos testes, de acordo com Smollet.

 

A libra esterlina, por sua vez, caiu contra o dólar depois que o governo do Reino Unido tomou mais empréstimos do que o previsto em junho, uma vez que a receita com impostos do governo central subiu a um ritmo muito mais lento do que nos meses anteriores. O euro foi arrastado pela queda da libra esterlina, afirma o chefe de estratégia de câmbio estrangeiro da

ING Financial Markets, Chris Turner. Ele espera que o euro caia para perto de US$ 1,27.

 

Em um dia em que moedas de maior risco de modo geral cedem ante ao dólar dos EUA, o dólar australiano teve ganhos depois que o presidente do banco central da Austrália, Glenn Stevens, confirmou que a eleição do governo federal, em 21 de agosto, não vai dissuadir a instituição de mudar a taxa de juros se for necessário. O conselho de política monetária do banco central realiza sua próxima reunião em 3 de agosto. A ata da reunião de 6 de julho sugeriu que os dados de inflação do segundo trimestre - previstos para serem divulgados em 28 de julho - e os resultados dos testes de estresse dos bancos europeus serão fundamentais para decidir a taxa de juros em agosto. As informações são da Dow Jones.

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