Euro sobe ante dólar e toca no maior nível em onze semanas

Alta foi impulsionada pelo aumento da confiança das empresas e consumidores europeus

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

29 de julho de 2010 | 18h35

O euro subiu em relação a outras moedas fortes, como o dólar e o iene, e superou a barreira do US$ 1,31 ao longo da sessão, impulsionado por dados que mostraram um aumento na confiança das empresas e consumidores europeus.

 

O euro subia para US$ 1,3090, de US$ 1,2988 na quarta-feira, com máxima intraday de US$ 1,3107 - maior nível em onze semanas -, e avançava para 113,77 ienes, de 113,54 ienes ontem. O dólar caía para 86,96 ienes, de 87,44 ienes na quarta-feira, e tinha queda para 1,0414 franco suíço, de 1,0569 franco suíço ontem. A libra subia para US$ 1,5617, de US$ 1,5585.

 

O índice do dólar, que mede o valor da divisa em relação a uma cesta de moedas, recuava para 81,599, de 82,132 na quarta-feira.

 

Em 7 de junho, o euro atingiu o menor nível em quatro anos em relação ao dólar, de US$ 1,1876, em meio a receios com a possibilidade de uma crise generalizada na Europa por conta dos problemas orçamentários de países como a Grécia. Desde então, a moeda vem se recuperando e hoje, particularmente, foi beneficiada pelo Indicador de Sentimento Econômico da Comissão Europeia, que subiu de 99 em junho para 101,3 em julho - o maior nível desde março de 2008.

 

Paralelamente, os investidores demonstram crescentes receios em relação a uma potencial desaceleração da economia nos EUA. "Sem dúvida, parece que tivemos um impulso mais forte na zona do euro do que nos EUA", Daragh Maher, vice-diretor de estratégia de câmbio do Credit Agricole CIB em Londres.

 

Para Phil Streible, estrategista de mercado da Lind-Waldock, "estamos vendo um questionamento do vigor e da recuperação dos EUA". Mais cedo, o Departamento de Trabalho do país divulgou que o número de norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 11 mil na semana até 24 de julho, para 457 mil. O órgão, no entanto, revisou para cima o número de pessoas que solicitaram pela primeira vez o benefício na semana anterior.

 

A revisão, segundo Streible, "apenas mostra que a recuperação não vai ser tão rápida quanto se esperava". Ao mesmo tempo, "cresce o otimismo em relação à zona do euro, que saiu de uma situação terrível". Amanhã, serão divulgados os dados preliminares sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no segundo trimestre. As informações são da Dow Jones.

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