Europa avança pouco sob receio com cenário dos EUA

Preocupações com futuro da política monetária nos EUA e proximidade da dívida norte-americana do limite frearam negócios

24 de setembro de 2013 | 14h01

As bolsas europeias fecharam em alta moderada nesta terça-feira, 24, sem força para avançar mais diante de preocupações com o futuro da política monetária nos Estados Unidos e o fato de a dívida norte-americana estar próxima de atingir seu limite máximo. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia com pequeno ganho de 0,19%, a 313,20 pontos.

Como na segunda-feira, 23, os negócios na Europa foram marcados pela cautela após o Federal Reserve, o banco central dos EUA, surpreender o mundo na semana passada e decidir manter sua política de estímulos à economia norte-americana.

Nos últimos dias, dirigentes do Fed têm dito que os últimos dados dos EUA não vieram suficientemente fortes para que se comece a retirar a política de relaxamento quantitativo em vigor. Em entrevista à rede de televisão CNBC, o presidente da distrital de Nova York, William Dudley, afirmou que os estímulos ainda podem começar a ser retirados neste ano. O Fed tem reuniões marcadas para outubro e dezembro.

Também preocupam as discussões que estão para começar em Washington sobre o orçamento federal para o ano fiscal com início em outubro. Um eventual acordo no Congresso é considerado fundamental para que os EUA possam elevar o teto de sua dívida, que será atingido em meados do mês que vem, e evitar a declaração de uma moratória.

No campo macroeconômico, dados de confiança da Europa e EUA vieram aquém das expectativas. Na Alemanha, o índice de sentimento das empresas, divulgado pelo instituto Ifo, subiu de 107,6 em agosto para 107,7 em setembro, mas analistas previam um avanço maior, a 108. Já o índice de confiança do consumidor norte-americano medido pelo Conference Board recuou para 79,7 em setembro, de uma leitura revisada de 81,8 em agosto, ficando ligeiramente abaixo da previsão de 79,8.

Por outro lado, favoreceram as bolsas europeias comentários de autoridades do Banco Central Europeu (BCE) de que uma nova rodada de liquidez para bancos da zona do euro por meio de operações conhecidas como LTROs continua sendo uma possibilidade.

Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 0,21%, a 6.571,46 pontos, com ajuda dos bancos Barclays e RBS, ambos com ganhos de 1,9%. O DAX, que reúne as ações mais negociadas em Frankfurt, avançou 0,34%, a 8.664,60 pontos. Os destaques no mercado alemão hoje foram ThyssenKrupp (+2%), Allianz (+1,5%) e RWE (+1,4%). Em Paris, o CAC-40 fechou a 4.195,61 pontos, com alta de 0,56% e impulso da Total, empresa com maior capitalização do índice, que saltou 2,6% após ter sua recomendação elevada pelo Barclays.

Na capital espanhola, o IBEX 35 terminou a sessão com alta de 0,64%, a 9.167,60 pontos. Numa virada de fim de dia, a Telefónica subiu 0,2% em Madri após anunciar um acordo para aumentar gradualmente sua participação na Telco, controladora da Telecom Italia. Em Milão, a operadora italiana registrou ganho de 1,69%, ajudando o índice FTSE Mib a avançar 0,85%, a 18.064,58 pontos.

Entre os principais mercados, o de Lisboa foi o único a contrariar a tendência de alta. O índice PSI 20, das ações portuguesas mais líquidas, fechou em queda de 0,11%, a 5.990,85 pontos, pressionada pela Galp Energia (-1,05%). Fonte: Dow Jones Newswires.

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