Europa: bolsas fecham em queda com tensões geopolíticas

O clima de instabilidade ainda foi reforçado pela escalada dos atritos na Faixa de Gaza entre Israel e militantes do Hamas

FRANCINE DE LORENZO, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES E DO MARKET NEWS INTERNATIONAL, Agência Estado

21 de julho de 2014 | 15h00

Receosos dos desdobramentos da queda do avião da Malaysia Airlines, os investidores intensificaram o movimento de venda de ações nos mercados europeus, promovendo queda nas principais bolsas da região. A tragédia acirrou o conflito entre ucranianos e russos, e renovou os temores de impacto sobre as economias da região. O clima de instabilidade ainda foi reforçado pela escalada dos atritos na Faixa de Gaza entre Israel e militantes do Hamas.

Na Alemanha, o índice DAX, da bolsa de Frankfurt, fechou com retração de 1,11%, aos 9.612,05 pontos, depois que o banco central do país afirmou que os conflitos geopolíticos prejudicaram a produção industrial alemã no segundo trimestre. O Fundo Monetário Internacional (FMI) também alertou para o risco decorrente do aumento das tensões entre o Ocidente e Moscou, ao lembrar que a maior economia da zona do euro apresenta fortes laços com companhias russas. Dentre os papéis de grandes empresas que mais se desvalorizaram estão os do Commerzbank, que sofreram retração de 1,9%.

Os investidores aguardam a reunião de amanhã entre os ministros da União Europeia, na quão serão discutidas novas sanções contra a Rússia. A possibilidade de ampliação das penalidades levou o índice Micex, da bolsa de Moscou, a recuar 2,7%, para 1.384,50 no encerramento da sessão. As ações da estatal Gazprom baixaram 2,3%, acompanhadas pela queda de 5,1% nos papéis da mineradora de diamantes Alrosa.

Hoje, o ministro de Finanças do Reino Unido, George Osborne, alertou que a Rússia pode enfrentar novas sanções pelo governo britânico. Em entrevista a uma rede de televisão local, Osborne avaliou o ocorrido na Ucrânia como uma terrível tragédia e uma ameaça à própria segurança e economia do Reino Unido. "Nós temos que viver em um mundo onde as fronteiras internacionais são respeitadas e as companhias aéreas não estão sob risco de serem abatidas", declarou. Na bolsa de Londres, o FTSE-100 caiu 0,31% e fechou aos 6.728,44 pontos.

Já em Paris, o CAC-40 terminou o dia em queda de 0,71%, aos 4.304,74 pontos, influenciado pela queda de 2,4% nas ações da Saint-Gobain. Retração maior, entretanto, foi registrada pela bolsa de Milão, com o FTSE-MIB perdendo 1,48% e fechando aos 20.431,20 pontos. Os investidores reagiram à queda de 2,5% nas encomendas à indústria italiana em maio, frente ao mesmo período do ano anterior, contabilizada pelo Istat, o instituto de estatísticas do país.

Na bolsa de Madri, o Ibex-35 recuou 0,43%, para 10.482,00 pontos no encerramento da sessão e, contrariando o mercado, o PSI-20, da bolsa de Lisboa, subiu 0,05%, para 6.202,79 pontos, apesar da queda de 3,10% nas ações do Banco Espírito Santo (BES). Os papéis da Portugal Telecom avançaram 4,51%.

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