Europa e Ásia pedem flexibilização do yuan chinês

Os ministros da Economia da Ásia e da Europa sugeriram à China que torne a sua moeda mais flexível, mas não fizeram uma exigência para que Pequim valorize o yuan. Eles afirmaram que a medida ampliaria a concorrência no mercado mundial, mas tomaram o cuidado de não parecerem provocativos. Na reunião de dois dias que mantiveram em Viena, para avaliar as condições econômicas globais - e que preparou caminho para o encontro dos ministros na Finlândia, em setembro -, eles insistiram na necessidade de cortar desequilíbrios, com o objetivo de assegurar condições estáveis e sustentáveis para todos os países. Há tempos os Estados Unidos vêm pressionando a China a valorizar sua moeda, argumentando que, ao se manter artificialmente desvalorizado, o yuan dá imensas vantagens comerciais a Pequim. De acordo com associações de industriais dos Estados Unidos, a moeda chinesa está artificialmente desvalorizada em 40%. Haruhiko Kuroda, presidente do Banco de Desenvolvimento da Ásia, disse que só um ajuste gradual da moeda seria adequado à China, que ainda tem forte influência do Estado na economia. "Se um país mantém por muito tempo uma taxa cambial que não reflete seus fundamentos econômicos, isso cria problemas. Ainda acho que a flexibilização do yuan seria melhor para os interesses chineses", afirmou. Kuroda disse que as reservas da China cresceram US$ 200 bilhões no ano passado, em grande parte devido à intervenção do Estado no mercado cambial. "A China ainda mantém o controle do fluxo de capitais e intervém bastante no mercado", acrescentou. O déficit comercial da União Européia com a China chegou a US$ 128 bilhões no ano passado. Com os Estados Unidos, o superávit chinês atingiu US$ 202 bilhões em 2005.

Agencia Estado,

09 Abril 2006 | 19h35

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