Europa e China puxam aversão ao risco e Bovespa cai

Ibovespa encerrou com declínio de 1,53%, aos 61.539,38 pontos. No mês, o índice ampliou a queda para 4,60%

Alessandra Taraborelli, da Agência Estado,

23 de abril de 2012 | 17h33

A Europa ditou o mau humor generalizado, fez a Bovespa operar em queda durante todo o pregão e, na primeira etapa do pregão, perder os 61 mil pontos. Na sessão vespertina, no entanto, a Bolsa reduziu um pouco as perdas e conseguiu recuperar o patamar perdido pela manhã. O start para o aumento da aversão ao risco foi dado logo após o Banco Central da Espanha informar que a economia do país encolheu 0,4% no primeiro trimestre deste ano, ante o quarto trimestre do ano passado. Como no fim do ano passado o PIB espanhol já havia recuado na comparação trimestral, o país entra oficialmente em recessão. A segunda em três anos.

Como se não bastasse, dados decepcionantes dos índices de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) na China e na Europa e as turbulências políticas na França e na Holanda deram o toque final para azedar ainda mais o humor dos investidores. "A zona do euro vai continuar ditando a cautela, qualquer número que sair por lá vai pesar fortemente por aqui. Não tem jeito", resumiu um operador.

O Ibovespa encerrou com declínio de 1,53%, aos 61.539,38 pontos. Na mínima, a Bolsa atingiu 60.897 pontos (-2,56%) e, máxima, 62.494 pontos (estável). No mês, o índice ampliou a queda para 4,60% e, no ano, reduziu o ganho para 8,43%.

Petrobrás e Vale também acompanharam as perdas de seus pares no exterior. O papel ON da petroleira caiu 1,03% e o PN, -0,84%. Já Vale ON registrou declínio de 0,65% e a PNA, -0,55%.

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