Europa encerra pregão com resultados divergentes

Dados fracos da economia norte-americana divulgados nesta quinta-feira decepcionou investidores

18 de abril de 2013 | 13h25

As bolsas europeias fecharam em direções divergentes nesta quinta-feira, 18, com alguns índices revertendo o otimismo visto no início da manhã e fechando em território negativo. Dados piores que o esperado dos Estados Unidos pesaram sobre as bolsas por um lado, enquanto por outro a aprovação do resgate ao Chipre pela Câmara Baixa do Parlamento da Alemanha e a entrada de investidores no mercado atrás de oportunidades ajudaram alguns índices. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia estável, aos 283,73 pontos.

Os investidores iniciaram a manhã com um tom otimista, mas foram decepcionados por dados fracos dos EUA. Os pedidos de auxílio-desemprego no país na semana passada subiram 4 mil, para 352 mil, acima da leitura de 350 solicitações esperada por analistas. Além disso, o índice de atividade industrial do Federal Reserve da Filadélfia caiu para 1,3 em abril, de 2,0 em março. Os economistas tinham previsto uma leitura de 2,5. Para completar, o Conference Board divulgou hoje que seu índice de indicadores antecedentes caiu 0,1% em março ante fevereiro, contrariando as previsões de alta de 0,2%.

No início dos negócios, no entanto, a notícia de que a Câmara Baixa (Bundestag) do Parlamento alemão aprovou o pacote de ajuda de 10 bilhões de euros (US$ 13,1 bilhões) para o Chipre por ampla maioria agradou os investidores. O ministro de Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, descreveu o resultado das votações como um "forte sinal" da Alemanha a favor do euro e da zona do euro.

Por outro lado, não houve reação do mercado à notícia de que o Parlamento italiano não conseguiu eleger o próximo presidente do país na primeira votação ocorrida na manhã de hoje. Os investidores não se preocuparam porque a votação ainda pode ter outras três rodadas sendo que, na última delas, que deve ocorrer na tarde de amanhã, só será necessária uma maioria simples para eleger o presidente.

Nesse cenário, o índice DAX da Bolsa de Frankfurt caiu 0,39% e fechou a 7.473,73 pontos, recuperando-se levemente de uma nova mínima em 2013 alcançada no fim da sessão. A RWE caiu 2,5% após projetar queda nos lucros em 2014 e 2015. As ações da Lufthansa também recuaram 2,5% depois de seus funcionários ameaçarem realizar novas greves.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE perdeu 0,01%, encerrando o dia a 6.243,67 pontos. O índice perdeu os ganhos do início da sessão, pressionado pelas ações do setor bancário. O Barclays recuou 2,3% e o Royal Bank of Scotland perdeu 3,3%. A Eurasian Natural Resources liderou as perdas do índice, caindo 4,3% após notícias de uma investigação sobre a gestão da companhia.

Já em Paris, o índice CAC-40 fechou estável a 3.599,36 pontos. As ações do Carrefour caíram 1,1% após a companhia anunciar vendas fracas no sul da Europa. Já a Remy Cointreau fechou em alta de 1,6% com resultados melhores que o esperado.

A Bolsa de Lisboa caiu 0,48% e fechou a 5.673,76 pontos. Por outro lado, a Bolsa de Madri teve alta de 0,12%, a 7.812,50 pontos, ajudada por um leilão de títulos bem-sucedido do governo espanhol. E o índice FTSE-Mib da Bolsa de Milão ganhou 0,63% e fechou a sessão a 15.480,56 pontos. As informações são da Dow Jones.

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