Europa fecha em alta com ajustes de posições

Índice pan-europeu Stoxx Europe 600 fechou em alta de 0,30%, a 280,63 pontos

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

29 de dezembro de 2010 | 16h00

Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em alta, impulsionados pelo ajuste de posições de alguns investidores que esperam um bom desempenho das bolsas europeias em 2011. Todos os setores fecharam em território positivo, exceto o de telecomunicações e o farmacêutico, considerados menos vulneráveis aos movimentos cíclicos da economia.

A sessão, no entanto, foi volátil. "Tivemos uma certa interrupção depois que o Banco Central Europeu divulgou que os empréstimos para as famílias e as empresas cresceram num ritmo mais rápido do que o esperado em outubro", disse Heino Ruland, estrategista da Ruland Research. "Isso e o M3 trouxeram um pouco de preocupação com a inflação. É fácil termos volatilidade num dia de volume de negócios tão baixo. O movimento continua fraco e a maior parte das pessoas está em casa", acrescentou.

O índice pan-europeu Stoxx Europe 600 fechou em alta de 0,84 ponto, ou 0,30%, a 280,63 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC 40 avançou 31,93 pontos, ou 0,83%, para 3.890,65 pontos. O Xetra DAX, da Bolsa de Frankfurt, ganhou 23,37 pontos, ou 0,34%, para 6.995,47 pontos, enquanto o Ibex 35, da Bolsa de Madri, teve alta de 78,00 pontos, ou 0,79%, para 9.981,50 pontos.

O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, foi uma das exceções e caiu 12,56 pontos, ou 0,21%, para 5.996,36 pontos, pressionado pelos papéis de bancos. As ações do Bank of Scotland recuaram 2,24% e as do Lloyds Banking Group perderam 1,71%.

Os papéis de montadoras tiveram uma leve recuperação após terem caído de forma acentuada nas sessões anteriores. Em Frankfurt, fecharam em alta BMW (+0,81%) e Volkswagen (+2,14%), enquanto a Daimler caiu 0,35%. Em Paris, subiram Peugeot (+0,38%) e Renault (+0,51%).

Na Suécia, as ações da Skanska subiram 2,2% após a companhia divulgar que recebeu 5 bilhões de coroas suecas (US$ 730 milhões) resultantes da venda de uma participação de 50% na empresa chilena Autopista Central. As informações são da Dow Jones.

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