Europa fecha em alta com dados de desemprego dos EUA

Investidores focaram em pontos positivos do payroll, como a queda da taxa de desemprego, apesar da criação de postos de trabalho abaixo da esperada 

Stefânia Akel, da Agência Estado, com informações da Dow Jones Newswires,

07 de fevereiro de 2014 | 16h17

As bolsas europeias fecharam em alta nesta sexta-feira, 7, após terem operado em terreno negativo logo depois da divulgação do fraco relatório de emprego dos EUA. No entanto, os investidores preferiram focar nos pontos positivos do payroll, como a queda da taxa de desemprego, apesar da criação de postos de trabalho abaixo da esperada. O índice Stoxx 600 avançou 0,72%, para 325,09 pontos. Na semana, o índice subiu 0,80%.

A economia dos EUA criou 113 mil empregos em janeiro, abaixo da previsão de economistas, que esperavam 189 mil novos postos de trabalho. O resultado marcou o segundo mês consecutivo de fraca criação de empregos. A taxa de desemprego, porém, que é calculada com base em uma pesquisa separada daquela que avalia o número de vagas criadas pela economia norte-americana, caiu para 6,6% em janeiro, de 6,7% em dezembro, conforme o previsto.

Pouco depois da decepção com o relatório de emprego dos EUA, analistas reavaliaram os números e encontraram um fator positivo que mostra melhora em relação aos outros meses: a taxa da força de trabalho aumentou e, mesmo assim, a taxa de desemprego caiu. A queda mais acentuada da taxa de desemprego nos últimos meses vinha sendo provocada pelo encolhimento da força de trabalho. Por isso, muitos analistas frisavam que o desemprego estava caindo pelo motivo errado. O relatório de emprego de janeiro, porém, mostra que a taxa da força de trabalho aumentou de 62,8% para 63%.

O dado de maior relevância da Europa foi a produção industrial da Alemanha, que caiu 0,6% em dezembro ante novembro, frustrando as expectativas de analistas, que previam aumento de 0,4%.

Além disso, o Tribunal Constitucional da Alemanha anunciou nesta sexta que vai transferir uma decisão sobre a legalidade do programa de compras de bônus do Banco Central Europeu (BCE), conhecido como Transações Monetárias Diretas (OMT, na sigla em inglês), ao Tribunal de Justiça da União Europeia, para um julgamento preliminar. Em comunicado, a corte alemã disse que vai pedir ao tribunal europeu que julgue se as regras do OMT violam o mandato do BCE, que proíbe financiamento monetário e exige que a instituição trate apenas de questões monetárias, e não fiscais.

Nesse cenário, em Londres, o índice FTSE ganhou 0,20% e encerrou a sessão a 6.571,68 pontos, avançando 0,94% na semana. As mineradoras lideraram os ganhos, com Antofagasta (+2,1%), Rio Tinto (+2,1%) e BHP Billiton (+1,3%).

O índice DAX da Bolsa de Frankfurt subiu 0,49% e fechou a 9.301,92 pontos, sendo o único índice a registrar queda na semana (-0,05%). A ThyssenKrupp avançou 2,5% após a concorrente ArcelorMittal ter reportado números melhores que os esperados no quarto trimestre. A Daimler subiu 1,7%.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 avançou 0,96% e fechou a 4.228,18 pontos. Na semana, a valorização foi de 1,50%. O destaque positivo ficou com a ArcelorMittal, que subiu 0,8% após a apresentação do seu balanço do quarto trimestre.

Em Madri, o índice IBEX-35 teve alta de 1,08% e fechou a 10.072,40 pontos, ganhando 1,53% na semana. O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, subiu 0,96%, fechando a 19.692,08 pontos e subindo 1,72% na semana. Já o índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, fechou com ganho de 0,58%, a 6.928,19 pontos, e registrou a maior alta da semana (+3,46%).

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