Europa fecha em direções divergentes com fator Ucrânia

O acordo de cessar-fogo na Ucrânia e os dados decepcionantes de emprego nos EUA em agosto levaram as bolsas da Europa a encerrar a sessão desta sexta-feira, 04, em direções divergentes.

FRANCINE DE LORENZO, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Estadão Conteúdo

05 de setembro de 2014 | 14h20

O governo ucraniano confirmou que as negociações em Minsk, capital da Bielorrúsia, resultaram em um pacto de não-agressão com os separatistas pró-Rússia, após cinco meses de conflito. A notícia impulsionou o mercado acionário europeu, mas o movimento foi contido pela decepção com os dados de criação de empregos nos EUA em agosto, que mostraram a menor criação de vagas do ano. Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, foram gerados 142 mil postos no mês passado, muito abaixo da expectativa de abertura de 225 mil vagas.

Em Londres, o FTSE-100 fechou com retração de 0,33%, aos 6.855,10 pontos, enquanto em Paris, o CAC-40 recuou 0,19%, para 4.486,49 pontos, e em Milão, o FTSE-MIB perdeu 0,11%, aos 21.395,13 pontos. Em sentido contrário, o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, subiu 0,23%, para 9.747,02 pontos, o Ibex-35, de Madri, ganhou 0,44%, aos 11.148,90 pontos, e o PSI-20, da Bolsa de Lisboa, avançou 0,01%, aos 6.054,86 pontos. Em Moscou, o índice Micex subiu 1,19%, para 1.474,71 pontos.

Os dados negativos da economia americana esquentam as discussões em torno do momento ideal de início do aperto monetário nos EUA, um dia depois de o Banco Central Europeu (BCE) cortar suas taxas de juros. A medida contribuiu para o enfraquecimento do euro, o que pode ajudar a aumentar as exportações europeias - algo positivos para as empresas da região.

Entre as ações em destaque nessa sessão estão as da francesa GDF Suez, que subiram 2,08% após o Morgan Stanley recomendar a compra dos papéis. Algumas ações do setor bancário também registraram ganhos consideráveis, como as do Commerzbank (+1,64%), as do Credit Agricole (+1,79%) e as Caixabank (+1,45%).

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