Europa fecha em forte alta com mineradoras e seguradoras

FTSE-100 subiu 3,12%, aos 5.195,17 pontos; Paris avançou 3,42%, aos 3.525,31 pontos; e o Dax teve alta de 3,11%, aos 5.937,14 pontos 

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

27 de maio de 2010 | 14h28

Os mercados de ações da Europa fecharam em alta acentuada em meio a uma aparente regeneração do apetite por risco com notícias vindas da China, onde a Administração Estatal de Câmbio desmentiu rumores de que estaria revisando sua exposição a bônus europeus, e da Espanha, onde o Parlamento aprovou um plano de austeridade fiscal recentemente apresentado pelo governo.

 

Ontem, o Financial Times publicou informação de que a China estaria discutindo planos de diversificar parte dos estimados US$ 630 bilhões que detêm em títulos da dívida emitidos por países da zona do euro. Hoje, a China qualificou a notícia como "infundada".

 

Os papéis mais beneficiados pelo desmentido chinês foram os das mineradoras e os das companhias de seguro. O euro em alta ajudou no desempenho das commodities e do setor de mineração, o que fez com que as ações da Rio Tinto subissem 4,05%, as da BHP Billiton avançassem 4,36% e as da Xstrata tivessem alta de 3,98%.

 

Já as seguradoras, detentoras de grande quantidade de bônus europeus, tiveram ganhos ainda mais elevados, com a Axa subindo 6,44% e a Aviva avançando 7,14%. Os papéis da belga Ageas tiveram alta de 14,42% depois de a seguradora ter informado que havia reduzido sua exposição a países da periferia da zona do euro por conta das "incertezas nos mercados financeiros".

 

Enquanto isso, as ações da British Petroleum subiram 5,85%. Ontem, a petrolífera iniciou uma manobra com o objetivo de conter um extenso vazamento de petróleo no Golfo do México. Hoje, o almirante Thad Allen, comandante da Guarda Costeira dos Estados Unidos, comentou que os esforços pareciam estar funcionando.

 

O índice pan-europeu avançou 2,97%, fechando em 244,79 pontos e elevando a 3,2% o ganho acumulado na semana.

 

Entre os principais índices da ações do Velho Continente, o FTSE-100, da bolsa de valores de Londres, subiu 157,09 pontos, ou 3,12%, fechando em 5.195,17 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 116,72 pontos, ou 3,42%, encerrando a sessão em 3.525,31 pontos; o índice Dax, da bolsa de Frankfurt, teve alta de 179,12 pontos, ou 3,11%, fechando em 5.937,14 pontos.

 

"Os ganhos dos últimos dias ganharam força no decorrer dos pregões, o que sugere que os investidores estão recuperando o apetite por risco", avaliou Joshua Raymond, da City Index. No entanto, adverte ele, os ganhos recentes ainda podem estar vulneráveis.

 

Também nesta quinta-feira, a Portugal Telecom subiu 8,24% com notícias de que o mexicano Carlos Slim, homem mais rico do mundo, estaria pensando em comprar uma fatia da empresa portuguesa depois de especulações de que a Telefónica faria uma oferta pela companhia, segundo o jornal Diário Econômico. Os papéis da Telefónica avançaram 3,41% em Madri.

 

Em Lisboa, o índice PSI Geral subiu 3,27%, encerrando em 2.512,10 pontos; o PSI-20 teve alta de 3,57%, encerrando a sessão em 7.088,77 pontos; em Madri, o Ibex-35 avançou 3,23%, terminando o pregão em 9.334,90 pontos. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
cacdaxfrankfurteuropabolsas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.