Europa fecha em queda com dados ruins da China e EUA

Crescimento do PIB da China veio abaixo das expectativas no primeiro trimestre, derrubando os mercados externos

Agência Estado,

15 de abril de 2013 | 14h40

As bolsas europeias fecharam em queda nesta segunda-feira, pressionadas pelo crescimento abaixo do esperado da China no primeiro trimestre e pela queda nos preços das commodities provocada pelo dado chinês. As ações das mineradoras tiveram o pior desempenho e também prejudicaram as bolsas, assim como dados ruins dos EUA. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia em queda de 0,67%, aos 290,43 pontos, após ter recuado quase 1% na sexta-feira (12).

Os dados de crescimento da China vieram abaixo das expectativas. O país registrou um crescimento de 7,7% no primeiro trimestre deste ano ante o mesmo período do ano anterior, em comparação com as expectativas do mercado de uma expansão de 8%. O dado aprofundou a onda de vendas do ouro, iniciada na sexta-feira, uma vez que o país é o segundo maior consumidor do metal precioso do mundo, atrás somente da Índia. O contrato de ouro mais negociado, com entrega para junho, despencou 8,3% para US$ 1.376,30 a onça-troy. O contrato tocou a mínima intraday de US$ 1.355,30 a onça-troy, nível que não era visto desde fevereiro de 2011. Os dados decepcionantes da China também derrubaram o petróleo e as ações das mineradoras.

"Há diversos dados negativos hoje. O PIB chinês deu o tom negativo e em seguida tivemos dados dos EUA que também pesaram sobre os mercados", disse Victoria Clarke, economista da Investec Securities. Nos EUA, o índice Empire State de atividade industrial do Fed de Nova York caiu para 3,05 em abril, de 9,24 em março, abaixo da previsão de 7,5. Além disso, o índice de confiança das construtoras caiu pelo terceiro mês consecutivo em abril, para 42, de 44 em março. Antes disso, o índice vinha crescendo por dez meses seguidos. O resultado, o mais baixo desde outubro, contrariou as expectativas de analistas, que previam um pequeno avanço do índice, para 45.

O dado positivo do dia, mas que foi ignorado pelos mercados, veio da zona do euro. A região teve superávit comercial de 10,4 bilhões de euros (US$13,6 bilhões) em fevereiro, o maior superávit para o mês desde 2004. No ano passado o superávit em fevereiro havia sido de 1,3 bilhão de euros. O resultado positivo, porém, foi gerado por uma forte redução na demanda dos consumidores.

Nesse cenário, o índice DAX da Bolsa de Frankfurt caiu 0,41% e fechou a 7.712,63 pontos. A Infineon liderou os recuos, perdendo 4%. Volkswagen e Daimler caíram 2% e 1,7%, respectivamente. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE perdeu 0,64%, encerrando a sessão a 6.343,60 pontos. A Fresnillo liderou as perdas, despencando 15,2%. A Ladbrokes recuou 8%, já as ações do Betfair Group tiveram alta de 11,8% após a CVC Capital Partners confirmar as negociações para a compra da companhia.

Em Paris, o índice CAC-40 recuou 0,50% e fechou a 3.710,48 pontos, com Vallourec perdendo 4,6% e a ArcelorMittal tendo desvalorização de 3,5%. Já a Bolsa de Lisboa caiu 0,74% e fechou a 5.878,99 pontos. A Bolsa de Madri teve queda de 0,33%, a 8.014,10 pontos. E o índice FTSE-Mib da Bolsa de Milão perdeu 0,96% e fechou a sessão a 15.628,95 pontos. As informações são da Dow Jones.

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