Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Europa fecha em queda com receios sobre zona do euro

Índice pan-europeu Stoxx 600 perdeu 1,34 ponto (0,51%) e fechou em 261,02 pontos

Álvaro Campos, da Agência Estado,

29 de setembro de 2010 | 14h05

As Bolsas europeias fecharam em queda, em uma sessão agitada, onde os índices oscilaram entre os campos positivo e negativo várias vezes ao longo do dia. Apesar de alguns dados econômicos positivos no continente, os receios sobre as dívidas soberanas da periferia da zona do euro, principalmente da Irlanda e da Espanha, continuaram pesando sobre as ações do setor financeiro. O índice pan-europeu Stoxx 600 perdeu 1,34 ponto (0,51%) e fechou em 261,02 pontos.

O sentimento das empresas nos 16 países que usam o euro continuou melhorando em setembro. A Comissão Europeia informou que o índice de sentimento econômico da região aumentou para 103,2 neste mês, em comparação com o dado revisado de 102,3 em agosto, que antes havia sido calculado como 101,8. A alta foi uma surpresa, já que os economistas previam queda para 101,5.

Enquanto isso, manifestantes protestaram na Bélgica, Espanha, Grécia e vários outros países da Europa contra as medidas de austeridade propostas pelos governos.

"Estamos tentando estabelecer que direção nós realmente queremos tomar", disse Mike Lenhoff, estrategista-chefe da Brewin Dolphin. "Nós havíamos considerado que o cenário básico não era tão ruim assim, mas não existe uma animação suficiente para impulsionar os mercados muito além do nível atual", acrescentou.

O índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, fechou em leve queda, de 9,17 pontos (0,16%), em 5.569,27 pontos, recebendo certo suporte de dados corporativos. A petroleira BP ganhou 3,91%, após anunciar mudanças na administração e a criação de uma divisão de segurança e risco, além de ter vendido com sucesso US$ 3,5 bilhões em bônus. Já o BG Group, também do setor de petróleo, caiu 1,61%. A companhia disse que vendeu uma participação de 40% em duas usinas movidas a gás nas Filipinas para a Korea Electric Power Corp, por US$ 400 milhões. Ainda no campo negativo, a farmacêutica AstraZeneca perdeu 1,89%. No setor bancário, o Barclays recuou 1,23%, o HSBC perdeu 1,59% e o Royal Bank of Scotland teve desvalorização de 0,33%. A mineradora Vedanta Resources caiu 4,25%, após notícias de que a empresa está enfrentando problemas legais na Índia.

Segundo a Capital Spreads, a sessão foi marcada por investidores ajustando suas carteiras antes do fim do trimestre. "Entretanto, um fim muito negativo para setembro não vai estabelecer o melhor precedente para o próximo mês, e as lembranças de grandes quedas em outubro de outros anos estão gravadas na memória".

Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra DAX fechou em queda de 29,17 pontos (0,46%), em 6.246,92 pontos. As ações do Deutsche Bank perderam 2,46%, com operadores apontando que o enorme volume de aumento de capital que o banco planeja está colocando os papéis sob pressão. Entre as siderúrgicas, a ThyssenKrupp perdeu 1,28% e a Salzgitter recuou 1,60%, antecedendo negociações salariais que poderiam levar a uma greve dos trabalhadores. Na mão contrária, a Beiersdorf (controladora da Nivea) subiu 3,97%, após o executivo-chefe da Procter & Gamble mostrar interesse pela empresa.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em queda de 25,23 pontos (0,67%), em 3.737,12 pontos. Os bancos lideraram a retração (BNP Paribas -2,35%, Crédit Agricole -1,74%, Société Générale -3,40%). O Carrefour caiu 1,38% e a EADS recuou 1,58%. Entre as montadoras, a Peugeot perdeu 1,60%, mas a Renault conseguiu fechar com leve ganho de 0,11%.

Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 fechou em queda de 103,90 pontos (0,98%), em 10.486,80 pontos. O índice FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, recuou 169,14 pontos (0,82%) e fechou em 20.372,45 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 subiu 2,72 pontos (0,04%) e fechou em 7.476,00 pontos. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
bolsasEuropaIrlandaEspanha

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.