Europa fecha no azul sob expectativa em relação ao BCE

Após indicadores econômicos fracos, Banco Central Europeu poderá adotar novas ações de estímulo na próxima semana

24 de abril de 2013 | 13h45

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quarta-feira, em meio às expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) adote novas ações de estímulo na sua reunião da próxima semana, após indicadores recentes ressaltarem a fragilidade da economia do bloco. Notícias sobre a situação política na Itália também ajudaram. O índice pan-europeu Stoxx 600 ganhou 0,68%, fechando a 294,63 pontos.

Nesta quarta-feira, 24, o instituto Ifo divulgou que o índice de confiança das empresas da Alemanha caiu para 104,4 em abril, de 106,7 em março. O resultado ficou abaixo da previsão dos economistas, que esperavam uma leitura de 106,2. Na Itália, as vendas no varejo caíram 0,2% em fevereiro ante janeiro, segundo dados do instituto nacional de estatísticas Istat.

Os indicadores divulgados nos Estados Unidos também não foram positivos nesta quarta-feira, 24. As encomendas de bens duráveis caíram 5,7% em março ante fevereiro, para um valor sazonalmente ajustado de US$ 216,28 bilhões, segundo afirmou o Departamento do Comércio. Analistas consultados pela Dow Jones tinham previsto uma queda bem menor, de 2,9%.

Os dados negativos, entretanto, dão suporte à análise de que o BCE será obrigado a agir na sua próxima reunião. Essa hipótese ganhou força há uma semana, quando o presidente do banco central da Alemanha, Jens Weidmann, surpreendeu parte do mercado ao dizer que a economia europeia vai levar cerca de uma década para superar completamente a atual crise. Considerada realista, a avaliação foi seguida pela afirmação de que o BCE pode voltar a cortar os juros se os dados econômicos mostrarem que o movimento é necessário.

Nesta quarta-feira, 24, o vice-presidente do BCE, Vitor Constâncio, afirmou que a política monetária pode ser ajustada para refletir as quedas nas taxas de inflação. "Estamos observando 360 graus para ver o que podemos fazer e continuamos prontos para agir se as condições econômicas se deteriorarem", comentou. "A política monetária é acomodatícia e, como dissemos, vai continuar a ser acomodatícia para responder às condições presentes, nas quais a inflação está caindo significativamente", acrescentou.

Enquanto isso, a situação na Itália parece estar se encaminhando para uma resolução do impasse político. Nesta quarta-feira, 24,Hoje o presidente do país, Giorgio Napolitano, deu ao ex-ministro de Assuntos Europeus Enrico Letta o poder para tentar formar um governo. Em pronunciamento no palácio presidencial, Letta disse que vai conversar amanhã com os principais partidos políticos da Itália e trabalhar para obter amplo apoio do Parlamento a um eventual novo gabinete. Se obtiver adesão suficiente, Letta disse que vai aceitar formalmente o cargo de primeiro-ministro e começar a nomear o ministério.

Nesse cenário, o índice DAX da Bolsa de Frankfurt ganhou 1,32%, fechando a 7.759,03 pontos. O Deutsche Post teve valorização de 4,49%, resultado de uma elevação na recomendação dada pelo JPMorgan. Entre outros destaques de alta aparecem SAP, com ganho de 3,10%, e ThyssenKrupp, que avançou 2,90%.

Na Bolsa de Paris o índice CAC-40 avançou 1,58% e fechou a 3.842,94 pontos. A seguradora AXA teve alta de 3,30%, após anunciar a compra de uma fatia de 50% na Tian Ping Auto Insurance Company. A France Telecom ganhou 2,73%, depois de manter suas projeções para o atual ano fiscal. Já o grupo hoteleiro Accor perdeu 1,91%, após o conselho administrativo demitir o executivo-chefe, na noite de quarta-feira, 24.

Em Londres, o índice FTSE teve alta de 0,40%, encerrando a sessão a 6.431,76 pontos. A Standard Life saltou 8,00%, depois de divulgar resultados melhores do que o esperado no primeiro trimestre. O Lloyds Banking Group avançou 1,70%, ao anunciar o colapso das negociações para vender 630 agências para o Co-operative Group.

O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, subiu 0,44%, para 16.563,43 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 avançou 1,21%, a 8.389,30 pontos. Na Bolsa de Lisboa o índice PSI-20 ganhou 1,74%, a 6.132,36 pontos. As informações são da Dow Jones.

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