Europa mira dados econômicos dos EUA e encerra em alta

As bolsas europeias fecharam em forte alta nesta terça-feira, 28, motivadas por dados positivos dos Estados Unidos, que aumentaram o otimismo com a recuperação econômica. Além disso, comentários do membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE) Jörg Asmussen sobre a continuação da política monetária da instituição aliviaram as preocupações com uma possível redução de estímulos. O índice Stoxx 600 avançou 1,28%, para 308,24 pontos.

Agencia Estado

28 de maio de 2013 | 13h25

Em dia de agenda vazia na Europa, os investidores foram motivados pelo otimismo com os dados vindos dos EUA. Os preços das residências nas 20 maiores áreas metropolitanas norte-americanas subiram 10,9% em março ante igual mês do ano passado, segundo pesquisa S&P/Case-Shiller divulgada nesta terça-feira, 28. Nas 10 maiores áreas metropolitanas do país, a alta nos preços foi de 10,3%.

Além disso, o índice de confiança do consumidor norte-americano medido pelo Conference Board subiu para 76,2 em maio, o nível mais alto desde fevereiro de 2008, de uma leitura revisada de 69 em abril. Economistas consultados pela Dow Jones previam um avanço mais modesto do indicador em maio, para 72,0.

Entre os índices de atividade divulgados nesta terça-feira, 28, nos EUA, o Federal Reserve de Richmond informou que o índice de atividade no setor de manufatura na região avançou para -2 em maio, de -6 em abril, enquanto o índice de atividade das empresas medido pelo Federal Reserve de Dallas subiu para -10,5 em maio, de -15,6 em abril.

Na Europa, o único indicador do dia não veio bom. O índice de confiança do consumidor da França caiu para 79 em maio, de 83 de abril, segundo dados da agência nacional de estatísticas Insee. A leitura de maio atingiu o nível mais baixo registrado desde julho de 2008, bem abaixo da média de longo prazo de 100.

Mas as preocupações de que o BCE possa estar considerando uma redução de estímulos foram dissipadas hoje, após o membro do conselho da instituição Jörg Asmussen dizer que a política monetária vai continuar acomodatícia pelo tempo que for necessário. "Os comentários de Asmussen forneceram impulsos e inspiraram a busca por pechinchas", disse Anita Paluch, da Gekko Markets.

O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, ganhou 2,10% e fechou a 17.519,79 pontos, a melhor performance do dia. Os destaques foram Intesa Sanpolo (+3,8%), Fiat e Unicredit, ambos com alta de 3,5%.

Em Londres, o índice FTSE teve alta de 1,62% e encerrou a sessão a 6.762,01 pontos. As ações da AstraZeneca subiram 2,7% após a empresa anunciar que vai comprar a Omthera Pharmaceuticals.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 avançou 1,39% e fechou a 4.050,56 pontos. Renault, AXA e Société Générale avançaram 3,3%, 3,2% e 3,1%, respectivamente.

O índice DAX da Bolsa de Frankfurt subiu 1,16%, fechando a 8.480,87 pontos. A Lufthansa liderou os ganhos, com alta de 2,9% em meio à compra de ações de companhias aéreas antes do início das férias de meio do ano. Bayer e Infineon subiram 2,2.

Em Madri, o índice IBEX-35 ganhou 1,77%, a 8.511,30 pontos. E na Bolsa de Lisboa o índice PSI-20 avançou 0,63%, fechando a 6.103,12 pontos. As informações são da Dow Jones.

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