Europa opera em alta após China cortar compulsório

 Banco do Povo da China (PBOC, em inglês)  vai cortar taxa de exigência de reservas para bancos em 0,5 ponto porcentual

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

30 de novembro de 2011 | 10h44

As bolsas europeias apagaram as quedas iniciais e entraram em terreno positivo, após o Banco do Povo da China (PBOC, em inglês) informar que vai cortar a taxa de exigência de reservas para bancos, o chamado compulsório, em 0,5 ponto porcentual, a partir do dia 5 dezembro.

Às 10h35 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,77%, Frankfurt avançava 1,52% e Paris ganhava 0,82%. Entre os países periféricos, Milão (+1,04%), Madri (+0,74) e Lisboa (+0,78%).

As bolsas iniciaram a sessão em um tom negativo, com os bancos responsáveis pela maior parte da queda após a Standard & Poor''s rebaixar os ratings de 15 bancos globais. No entanto, o humor rapidamente mudou e os papéis do setor bancário se recuperaram após os investidores comemorarem o afrouxamento da política monetária da China.

As notícias da China ofuscaram a divulgação de indicadores econômicos na região. A taxa de inflação anual da zona do euro ficou em 3% em novembro, inalterada em relação a outubro e em linha com as previsões. Enquanto isso a taxa de desemprego da zona do euro foi de 10,3% em outubro - o nível mais alto desde junho de 1998.

A pesar do novo tom positivo, muitos participantes do mercado continua céticos sobre se o rali pode realmente durar. De fato, a reunião dos ministros das Finanças da zona do euro ontem, em Bruxelas, não forneceu todas as respostas. Os ministros deram luz verde à sua parcela de ? 5,8 bilhões em uma tranche de ? 8 bilhões do pacote de resgate para a Grécia. Eles também concordaram em aumentar o tamanho da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF). No entanto, eles não disseram o quanto o fundo seria aumentado.

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, afirmou que a capacidade será "muito substancial", mas a falta de qualquer detalhe concreto deixou muitos investidores esperando por mais notícias.

Como resultado, a atenção dos investidores estará concentrada na reunião da União Europeia no dia 9 de dezembro em busca de mais clareza sobre como os líderes continuarão a lidar com os problemas da dívida da região. As informações são da Dow Jones.

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