Europa opera no azul de olho em notícias corporativas

As bolsas europeias operam em alta, favorecidas por notícias do setor corporativo, mas com investidores aguardando a reação da União Europeia e dos Estados Unidos ao referendo realizado no domingo, 16, na Crimeia. Na votação, quase 97% da população local decidiu que a república autônoma deve se separar da Ucrânia e voltar a fazer parte da Rússia. Como a decisão já era esperada, a atenção dos mercados acionários na Europa está mais voltada nesta manhã a novidades anunciadas por empresas.

SERGIO CALDAS, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Agencia Estado

17 de março de 2014 | 09h28

Após o referendo na Crimeia, a expectativa agora é para possíveis sanções que o Ocidente venha a adotar contra a Rússia. Ministros de Relações Exteriores da UE estão reunidos em Bruxelas para discutir essa possibilidade. Em Moscou, o Parlamento russo informou que vai aceitar a anexação da Crimeia "rapidamente e de forma responsável" e que o presidente do país, Vladimir Putin, fará discurso amanhã sobre questões da Ucrânia. Além disso, o Parlamento regional da Crimeia proclamou a península como Estado independente nas primeiras horas da manhã, como resultado da votação deste domingo.

No noticiário corporativo, a operadora móvel britânica Vodafone confirmou a compra da empresa de TV a cabo espanhola Ono, por 7,2 bilhões de euros (US$ 9,87 bilhões), incluindo dívida. Em Londres, a ação da Vodafone subia 1,55% por volta das 9h (de Brasília).

A alemã RWE, por sua vez, avançava 1,27% em Frankfurt no mesmo horário, após revelar que fechou um acordo preliminar para vender sua unidade de produção de petróleo e gás ao bilionário russo Mikhail Fridman, numa transação avaliada em mais de 5 bilhões de euros (US$ 7 bilhões).

As ações europeias, no entanto, não mostraram reação perceptível à revisão da taxa anual de inflação ao consumidor da zona do euro referente a fevereiro, de 0,8% para 0,7%. Com a mudança, a inflação do bloco fica ainda mais distante da meta do Banco Central Europeu (BCE), de um nível ligeiramente abaixo de 2,0%.

Às 9h18 (de Brasília), as principais bolsas da Europa operavam no azul. Enquanto Londres subia 0,36%, Paris ganhava 0,64%, Frankfurt avançava 0,62%, e Madri e Milão tinham altas de 0,88% e 0,67%, respectivamente. No mercado de câmbio, o euro recuava a US$ 1,3896, de US$ 1,3912 no fim da tarde de sexta-feira em Nova York, e a libra caía a US$ 1,6613, de US$ 1,6647.

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