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Europa realiza com petróleo e metais, enquanto euro segue de lado

Oferta da mineradora anglo-australiana BHP Billiton pela empresa de fertilizantes canadense Potash Corp volta concentrar atenção dos investidores

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

18 de agosto de 2010 | 08h53

A oferta da mineradora anglo-australiana BHP Billiton pela empresa de fertilizantes canadense Potash Corp volta a concentrar a atenção dos investidores nesta quarta-feira, em meio a uma outra série de notícias corporativas e um calendário de indicadores vazio nos Estados Unidos. Mas é a queda do petróleo e dos metais que favorece o ajuste em baixa das bolsas europeias, enquanto os leilões de títulos do governo da Alemanha e de Portugal, com resultados satisfatórios, foram incapazes de dizimar as especulações quanto as condições do crédito na região. Assim, o euro anda de lado, limitando os metais e favorecendo realização também neste complexo.

A BHP Billiton, após ter sua oferta de US$ 38,6 bilhões rejeitada pelo conselho da Potash Corp, resolveu partir para a hostilidade, encaminhando sua proposta diretamente aos acionistas. Para levar a empresa, precisará, entretanto, de apoio de 50% deles e ainda reverter o Plano de Direito dos Acionistas, que bloqueia ofertas hostis, lançado ontem pela Potash para se proteger.

Entre outras notícias corporativas, os investidores comentavam na Europa o anúncio da fabricante dinamarquesa de turbinas eólicas Vestas Wind Systems de prejuízo no segundo trimestre, de US$ 20,5 milhões, superior ao previsto. A empresa também projetou ganhos menores este ano, pressionando os papéis da empresa para uma mínima no ano.

Já o conglomerado dinamarquês A.P. Moeller-Maersk, de logística e transportes de containers, informou lucro de US$ 2,31 bilhões no primeiro semestre, revertendo prejuízo no mesmo período do ano passado e acima dos cálculos dos analistas. A empresa também previu ganho melhor em 2010, citando taxas de frete, os preços do petróleo e a baixa taxa de câmbio do dólar.

O lançamento de uma nova série de bônus de 10 anos pelo governo da Alemanha teve recepção convincente nesta quarta-feira, indicando demanda por papéis seguros e de elevada qualidade. A Alemanha ofereceu 6 bilhões de euros em novos papéis para vencimento em setembro de 2020, com o cupom de 2,25%, o menor já oferecido por qualquer papel do governo. Foram vendidos 5,01 bilhões de euros desses papéis, com yield médio de 2,37%, em linha à taxa do mercado secundário, e média entre as ofertas recebidas e aceitas de 1,6.

Portugal vendeu mais papéis de três meses do que esperava, à uma taxa mais baixa do que no leilão anterior desse vencimento, mas o papéis de 12 meses tiveram melhor receptividade e o governo teve de pagar uma taxa superior para vendê-los.

O euro parecia inerte, oscilando muito próximo ao nível do encerramento dos negócios ontem em Nova York, enquanto o dólar realizava um pouco dos lucros contra o iene. A moeda europeia havia iniciado o dia na ponta positiva, no embalo dos ganhos de ontem nas bolsas em Wall Street. Mas investidores decidiram pela cautela, tomando por referência os comentários de ontem, divulgados no meio do dia, do presidente do Fed de Saint Louis. James Bullard considerou que o Fed terá de utilizar a ferramenta quantitativa para dar impulso à economia dos EUA.

Na falta de um incentivo da moeda europeia, o petróleo e os metais caíam. O petróleo ainda era puxado para baixo pelos números de ontem sobre os estoques de petróleo, divulgados pelo Instituto Americano de Petróleo ontem. Segundo o instituto, os estoques de petróleo subiram 5,83 milhões de barris na semana passada, enquanto os estoques de gasolina e destilados avançaram 2 milhões de barris, cada.

Às 9h09 (de Brasília), as Bolsas de Londres (-0,61%), Frankfurt (-0,04%) e Paris (-0,14%) caíam. O euro valia US$ 1,2881, de US$ 1,2879 ontem; o dólar caía para 85,34 ienes, de 85,50 ienes ontem. O petróleo WTI cedia 0,88% para US$ 75,10 o barril e o cobre para dezembro recuava 0,07% para US$ 3,3560 por libra peso. As informações são da Dow Jones.

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