Europa recua sob pressão de ações de bancos

Bom resultado de leilão realizado na Itália vem sendo ignorado pelos investidores nesta segunda-feira

Sergio Caldas, da Agência Estado, com informações da Dow Jones,

13 de maio de 2013 | 08h41

Após o avanço recente visto na Europa nos últimos pregões, em especial dos principais índices acionários de Madri e Milão, as bolsas da região operam em baixa na manhã desta segunda-feira, 13, sentindo a pressão de bancos e ignorando o bom resultado de um leilão de bônus na Itália.

Repercutem no exterior a produção industrial da China, que ficou aquém das expectativas, e uma reportagem do Wall Street Journal, segundo a qual o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, já começa a planejar como retirar os estímulos que tem injetado na economia.

Durante a madrugada, a China divulgou que sua indústria produziu 9,3% mais em abril do que em igual mês do ano passado. Analistas previam uma elevação maior, de 9,5%. Dados mais fracos do que o esperado da China pesam nos mercados financeiros de modo geral, e nos de commodities, em particular.

Antes disso, na sexta-feira, o WSJ publicou que autoridades do Fed mapearam uma estratégia para desacelerar o programa de US$ 85 bilhões em compras de bônus destinado a sustentar a recuperação da economia dos EUA. De acordo com o jornal, o plano é reduzir o montante de bônus comprados mensalmente em passos cuidadosos, variando as compras conforme a confiança no mercado de trabalho e na inflação evoluir. O momento de iniciar a desaceleração, porém, ainda está sendo debatido, diz o WSJ.

O BNY Mellon avalia que a reportagem não significa que os EUA vão começar a apertar sua política imediatamente. "No entanto, sugere que o Fed vai adotar uma postura mais conservadora nos próximos anos", diz o banco.

Diante do dado chinês e da retomada da discussão sobre o fim do estímulo monetário nos EUA, os investidores na Europa não deram atenção ao leilão de dívida realizado na Itália, que vendeu hoje o montante máximo pretendido de 8,0 bilhões de euros em bônus a um custo menor que em ofertas anteriores.

Às 8h29 (pelo horário de Brasília), a perda da renda variável na Europa era generalizada e fortemente influenciada pelo setor financeiro. Madri tinha a maior baixa, de 1,32%. Londres recuava 0,22%, Paris e Frankfurt caíam 0,21% e 0,37%, respectivamente, e Milão apresentava queda de 0,60%. Bancos que vinham numa trajetória de alta pesam negativamente. É o caso do alemão Commerzbank (-4,13%) e dos espanhóis Santander (-2,29%) e BBVA (-2,22%) .

No mercado de câmbio, o foco continua sendo a tendência de valorização do dólar, que atingiu a máxima em quatro anos ante o iene após uma reunião de ministros de Finanças e presidentes do banco central do G-7, concluída no sábado, 11, não fazer menção às agressivas medidas de relaxamento monetário do Japão, que contribuíram para o enfraquecimento da moeda local. No horário acima, no entanto, o dólar recuava levemente para 101,61 ienes, de 101,64 ienes no fim da tarde de sexta-feira, 10, em Nova York. Já o euro estava praticamente estável ante o dólar, a US$ 1,2983, ante US$ 1,2990 na sexta-feira.

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