Europa sobe com manutenção de estímulos do Fed

Índice pan-europeu Stoxx Europe 600 subiu 0,5%, fechando aos 314,81 pontos, nível mais alto desde junho de 2008

19 de setembro de 2013 | 13h48

As bolsas europeias fecharam em alta, apoiadas pela inesperada manutenção dos estímulos do banco central dos Estados Unidos à economia. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), fez o anúncio ontem depois do fechamento dos mercados europeus. O índice pan-europeu Stoxx Europe 600 subiu 0,5% e fechou aos 314,81 pontos, no nível mais alto desde junho de 2008.

O mercado projetava que o Fed começaria a reduzir os estímulos a um valor entre US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões. Atualmente, a autoridade monetária compra US$ 85 bilhões em ativos por mês. O anúncio de que a política monetária não sofreria mudanças nesta reunião impulsionou as bolsas ao redor do mundo na véspera, levando os índices Dow Jones e o S&P 500 às máximas históricas durante o pregão. "Agora nós esperamos que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) decidirá começar a moderar o ritmo das compras na reunião de dezembro", afirmou a equipe de análise do HSBC.

O presidente do Fed, Ben Bernanke, classificou a medida de "um passo cauteloso" em meio a condições de emprego aquém do esperado e do risco existente de deterioração da situação econômica. "O comitê decidiu esperar por mais evidências de que o progresso será sustentável antes de ajustar o ritmo de suas compras", disse o Fed, no comunicado divulgado após a reunião.

Em Frankfurt, o índice DAX fechou em alta de 0,67%, aos 8.694,18 pontos, após alcançar a máxima histórica de 8.770,10 pontos durante o pregão. O dia não teve indicadores econômicos relevantes, mas durante o fim de semana os alemães irão às urnas. As pesquisas de intenção de voto mostram uma disputa acirrada entre a coalizão da chanceler Angela Merkel e a oposição. Entre os destaques corporativos, as ações da Daimler avançaram 2,1%, as da Commerzbank subiram 2,0% e as da BMW fecharam em alta de 1,8%.

No pregão de Londres, o índice FTSE 100 fechou o dia com ganhos de 1,01%, aos 6.625,39 pontos. No noticiário local, as vendas no varejo marcaram uma inesperada queda de 0,9% em agosto, na comparação mensal, mas o otimismo da indústria atingiu o nível mais alto dos últimos 18 anos, segundo pesquisa mensal da Confederação da Indústria Britânica (CBI, na sigla em inglês). O país também atraiu uma forte demanda em um leilão de bônus de 5 anos, embora o membro do Bank of England (BoE, banco central britânico) David Milles tenha alertado que a recuperação econômica do país ainda esteja em um estágio embrionário. Nos destaques corporativos, as ações de empresas com exposição aos mercados emergentes chamaram atenção, como as da Aberdeen Asset Management (+6,5%), Ashmore (+8,7%), Standard Chartered (+4,0%) e Prudential (+4,0%).

Durante grande parte do pregão em queda, o índice PSI20, de Lisboa, se recuperou e encerrou o dia com ganho de 0,16%, aos 5.980,71 pontos. Ontem a agência de classificação de risco Standard & Poor''s colocou a perspectiva do rating BB de Portugal em observação para um possível rebaixamento.

Já o índice FTSE Mib, de Milão, registrou a maior alta entre os principais índices acionários da região: 1,43%, aos 18.059 pontos. O índice foi impulsionado pelas ações do setor financeiro. Os papéis do UniCredit avançaram 2,7%, os da Intesa Sanpaolo subiram 3,7% e os do Mediobanca ganharam 1,4%.

Em Paris, o índice CAC 40 encerrou o dia com alta de 0,85%, aos 4.206,04 pontos. Também impulsionado pela decisão do banco central norte-americano, o índice Ibex 35, de Madrid, fechou o dia com ganhos, ao subir 1,01%, aos 9.153,70 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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