Eventual racionamento não prejudica Comgás, avalia banco

Os analistas da corretora do banco Credit Suisse acreditam que a Comgás não sofrerá impacto dos problemas que o Brasil enfrenta em relação ao fornecimento de gás e, caso ocorra desabastecimento de curto prazo, os efeitos negativos serão mínimos. Em relatório, os analistas Emerson Leite e Vinicius Canheu dizem que a empresa não será prejudicada se a Petrobras conseguir viabilizar rapidamente um duto alternativo. Ontem o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disse em Brasília que está "muito otimista" quanto à possibilidade de ser rapidamente restabelecido o fornecimento total de gás natural procedente da Bolívia. O fornecimento foi parcialmente interrompido, semana passada, em virtude do rompimento de um duto na Província do Gran Chaco, na Bolívia. A Petrobras disse ainda, ontem, que espera normalizar o fornecimento de gás em cinco dias. O Credit Suisse afirma, no entanto, que se a normalização demorar mais que o esperado e houver falta de gás no curto prazo, os primeiros segmentos a terem a oferta cortada serão termoelétricas, GNV (gás natural veicular) e alguns clientes industriais (dadas suas flexibilidades na escolha dos combustíveis). "Estes segmentos são os de margem mais baixa entre os clientes da Comgás (especialmente as termelétricas, que possuem margem de cerca de R$ 0,01/m³)", descreve o relatório.

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