Expectativa por nota do Fed deve fazer NY abrir em alta

Os índices futuros apontam para uma abertura em alta das bolsas norte-americanas nesta quarta-feira, 30. As atenções de Wall Street estão voltadas para o término da reunião de política monetária do Federal Reserve. Os economistas não preveem mudança na estratégia do banco central e esperam que o documento final do encontro contenha pistas sobre os próximos passos da política monetária. Às 11h20 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,19%, o Nasdaq ganhava 0,31% e o S&P 500 avançava 0,08%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

30 de outubro de 2013 | 11h53

Além do término da reunião de dois dias do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), com divulgação do comunicado prevista para às 16h (pelo horário de Brasília), a quarta-feira já teve anúncio de dois indicadores importantes, a inflação de setembro e o relatório de emprego ADP.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,2% em setembro, dentro do previsto pelos economistas. Em 12 meses, acumula aumento de 1,2%, abaixo da meta do Fed. Sem pressão para a alta de preços, os economistas avaliam que há espaço para a manutenção da política monetária de injeção de US$ 85 bilhões por mês no mercado.

Já o relatório ADP, que mede a criação de emprego no setor privado, revelou a abertura de 130 mil postos de trabalho em outubro, abaixo do esperado pelos economistas, que previam 150 mil postos. O ADP costuma ser usado como uma prévia do payroll, o relatório mensal do Departamento de Trabalho. Embora costume ter diferenças com os dados oficiais, que também incluem o setor público, o ADP sinaliza tendências do mercado de trabalho e, no caso de outubro, foi o primeiro documento a mostrar como ficou a criação de empregos em meio ao fechamento de 16 dias do governo. Outubro teve o menor nível de empregos em seis meses.

A criação de vagas menor do que o previsto revelado pelo ADP é mais um indício de que o Fomc não deve anunciar mudanças hoje. O ritmo de compras de ativos deve continuar em US$ 85 bilhões e os juros próximos de zero. O interesse dos economistas é por qualquer sinalização ou mudança de tom do comunicado pós-reunião na tentativa de encontrar pistas sobre como o Fed vê a crise fiscal e como ela pode afetar a política monetária.

Na avaliação do economista da gestora AllianceBernstein, Joseph Carson, as compras de ativos devem superar US$ 1 trilhão este ano e hoje seria o momento de o Fed sinalizar com mais clareza quando vai começar a reduzir gradualmente as compras mensais. Ele também não espera mudanças para a reunião que acaba hoje, citando que os dados fracos do último relatório de emprego (payroll) não corroboram mudanças neste momento.

No noticiário corporativo, balanços trimestrais de grandes companhias devem concentrar a atenção dos investidores. O mais esperado do dia é o Facebook, que anuncia seus números após o fechamento do pregão. A dúvida dos analistas de tecnologia é se a empresa vai continuar com o ritmo forte de crescimento apresentado até o segundo trimestre, sobretudo nos negócios com celular, que responderam por 41% das receitas ante praticamente nada 12 meses antes. No pré-mercado, o papel subia 0,92%.

Nesta manhã, ainda entre os balanços, a General Motors e a Chrysler anunciaram seus números, que vieram melhores que o esperado, refletindo a recuperação do mercado automobilístico dos EUA, que tem batido recordes de vendas. A GM revelou queda de 6% no lucro, no terceiro trimestre, mas o ganho superou as estimativas dos analistas do setor. A Chrysler teve lucro de US$ 464 milhões, expansão de 22% ante o mesmo período do ano passado. No pré-mercado, o papel da GM subia 3,13%.

Tudo o que sabemos sobre:
bolsas de valoresNYFed

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.