Expectativa positiva com IPCA-15 puxa recuo dos juros

O mercado futuro de juros reflete expectativa com um IPCA-15 em março favorável em relação ao número registrado no mês anterior, com as taxas em trajetória de baixa, em grande parte da curva, também influenciadas por dados da economia norte-americana e corrigindo exageros recentes na curva a termo. As taxas dos DIs, de forma geral, estão abaixo dos níveis do ajuste.

NALU FERNANDES, Agencia Estado

21 de março de 2012 | 17h01

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (287.665 contratos) estava pouco acima da mínima em 8,93%, ante 8,97% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (261.120 contratos) marcava a mínima de 9,64%, de 9,70% na véspera. O DI janeiro de 2017, com giro de 42.370 contratos, apontava a mínima em 10,85%, de 10,92% ontem, e o DI janeiro de 2021 (1.895 contratos) marcava 11,33%, de 11,40%.

Amanhã, entre as divulgações no ambiente doméstico, o mercado vai conhecer o IPCA-15 de março, que deve ficar bem menor do que em fevereiro (0,53%), segundo pesquisa do AE Projeções. De acordo com o levantamento, do qual participaram 42 instituições, as estimativas para o indicador vão de 0,32% a 0,42%. A mediana encontrada a partir deste intervalo ficou em 0,38%.

Nesta quarta-feira, o BC divulgou o Relatório de Estabilidade Financeira referente ao segundo semestre de 2011. Segundo o diretor de fiscalização do Banco Central, Anthero Meirelles, "os dados são eloquentes e mostram que (as medidas macroprudenciais) são instrumentos poderosos e que funcionam.

Acho que eles têm de estar na caixa de ferramentas de um BC que tem como missão a estabilidade da moeda e do sistema financeiro". Embora o relatório não tenha feito preço na curva nesta quarta-feira, no mercado de juros, estrategistas avaliam que o BC vai fazer uso das macroprudenciais ainda neste ano, para evitar elevação mais intensa do juro básico em 2013. Vale destacar que, ainda para este ano, a curva indica redução da Selic de 0,50 ponto porcentual na reunião do Copom em abril, e um corte residual, de 0,25pp, no encontro de política monetária em maio.

A aversão ao risco está menos acentuada no ambiente internacional, em comparação ao tom que prevaleceu na terça-feira, mas, nos Estados Unidos, dados do mercado de moradias decepcionaram, com declínio inesperado em fevereiro. Quanto à Grécia, o Parlamento aprovou, ontem à noite no horário do Brasil, o acordo para que o país receba ? 130 bilhões em empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI), União Europeia e Banco Central Europeu (BCE).

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